Após o exercício da liberdade religiosa em missa realizada em Goiânia, o presidenciável Ronaldo Caiado (PSD) repercutiu a atual crise política envolvendo a veneração de Nossa Senhora Aparecida e a proibição das apostas esportivas, ao mesmo tempo em que defendeu o respeito às práticas culturais e os limites do debate eleitoral.
Contexto Histórico e Intelectual da Discussão Eletoral
Na manhã de domingo (27/9), após a celebração da Santa Missa na capital goiana, o governador de Goiás e candidato à Presidência Ronaldo Caiado abordou com firmeza a polarização religiosa que permeia o cenário político, rejeitando a instrumentalização das diferenças de fé para a construção de inimigos políticos.
O candidato reiterou sua posição contrária às apostas esportivas, classificando-as como doença social e defendendo a adoção de medidas educativas e restritivas à publicidade, ao passo que destacou sua gestão como governador de Goiás — único estado brasileiro que não autorizou loteria —, como referência para as políticas que pretende implementar em âmbito nacional.
Caiado afirmou que o ódio está dominando parte da sociedade brasileira e distorcendo o senso comum das campanhas eleitorais.
Repercussão Institucional e Desdobramentos Regulatórios
A polêmica ganhou novo fôlego com a assinatura, na sexta-feira (25/9), da Medida Provisória 1.278/2025 por parte do presidente Lula (PT), que proíbe imediatamente as atividades das plataformas de apostas e estabelece regras para a retirada dos valores dos usuários, medida que depende análise e aprovação do Congresso Nacional para permanecer em vigor.
Caiado reforçou sua postura ao vincular a luta contra o vício em apostas à sua experiência administrativa, citando seu plano de governo que prioriza ações pedagógicas e restrições rigorosas à veiculação publicitária, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) negou qualquer proposta de retirada do título de padroeira de Nossa Senhora Aparecida, face às acusações circulares nas redes digitais.



