O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, pelo Partido dos Trabalhadores, iniciará nesta sexta-feira (11) uma série de atos de campanha na região Sul do Brasil, com paradas previstas no Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina, após atraso na agenda originalmente prevista para o domingo (13) em Santa Catarina, visando reforçar a posição política do partido em estados historicamente favoráveis ao adversário Flávio Bolsonaro (PL).
Contexto Institucional e Estratégia Eleitoral no Sul do País
A apuração realizada pelo AtlasIntel, com base em pesquisa de 3 de setembro, revela empate técnico entre Lula (39,7%) e Flávio Bolsonaro (41,3%) no primeiro turno do Rio Grande do Sul, com projeção de vitória do senador no segundo turno (50,4% a 42%), enquanto no Paraná o senador lidera com 52% contra 34% do presidente, indicando deslocamento significativo no padrão de voto em relação ao segundo turno de 2022, quando Bolsonaro venceu no RS com 56,35% e Lula obteve 43,65%.
Antecedentes históricos demonstram que as cidades com maior apoio a Lula em 2022 estavam concentradas no Nordeste, enquanto as mais favoráveis ao bolsonarismo estavam na região Sul; assim, a estratégia de Lula de percorrer o Sul representa uma tentativa de reconquistar eleitorado tradicionalmente alinhado à direita, com foco em estados onde o senador PL mantém vantagem nominal ou crescente nas intenções de voto.
Lula enfrenta desafio decisivo no Sul, onde pesquisas apontam Flávio Bolsonaro à frente tecnicamente no primeiro turno e com projeção de vitória no segundo turno com 50,4% contra 42% de Lula.
Repercussão Política e Desafios Institucionais
A campanha regional ocorre em um cenário de polarização acirrada e busca consolidar alianças com candidatos estaduais como Juliana Brizola (PDT) no Rio Grande do Sul e Requião Filho (PDT) no Paraná, além de reforçar presença com figuras como Paulo Pimenta (PT) e Manuela D'Ávila (PSol), sinalizando estratégia de união entre partidos da base progressista para conter a ascensão do PL.
A trajetória eleitoral do estado indica mudança paradigmática: se em 2022 o RS favoreceu Bolsonaro no segundo turno, as atuais pesquisas sinalizam competitividade acirrada, com risco político para Lula caso não conquiste mobilização efetiva nos últimos dias antes do pleito.


