Em 12 de dezembro, um sequestro filmado na zona leste paulistana revelou a participação de ao menos dois policiais civis da ativa em um grupo armado com características de milícia, que abateu a vítima com algemas, exibiu identidade policial falsa e conduziu-a ao estacionamento do 78º DP, onde o agente Rafael Juergen Schult — foragido da Justiça — assumiu o comando da ação.
Contexto Institucional e Histórico da Medida
A apuração jornalística, baseada em depoimento exclusivo de uma vítima que optou pelo anonimato e confirmado por imagens gravadas em 12 de dezembro, identificou a conduta de Rafael Juergen Schult, agente do 78º DP (Jardins), como provável liderança do grupo suspeito de integrar uma milícia composta por policiais civis em atuação irregular.
Antecedentes indicam que o mesmo agente e seu irmão, Gustav Schult — também foragido — teriam coordenado cobranças sistemáticas de comerciantes e criminosos em pelo menos três regiões metropolitanas, com valores mensais que ultrapassam dezenas de milhares de reais, configurando esquema de extorsão protegido por aparatos institucionais.
O prejuízo acumulado pela vítima chega a R$ 500 mil em dois anos, fruto de extorsões articuladas por supostos policiais civis.
Repercussão Jurídica e Posicionamentos
A Justiça Federal já decretou a prisão preventiva de Rafael Schult com base em mandado de captura expedido pela 1ª Vara Criminal da Capital, enquanto o Ministério Público Federal investiga a participação do irmão Gustav e outros integrantes ainda não identificados, com mandados pendentes em andamento.
Especialistas apontam que o caso evidencia falhas críticas na fiscalização disciplinar da Polícia Civil paulista e reforça a necessidade de auditoria externa nos protocolos de abordagem e registro de ocorrências para evitar abusos de poder.



