Na manhã de segunda-feira, 24 de agosto, investigadores da 32ª Delegacia de Polícia (Samambaia) cumpriram mandado de prisão preventiva contra O zéas Leite Camelo, 49 anos, ex-professor de música do Distrito Federal, no estúdio que mantinha em Samambaia; durante o ato, o suspeito ministrava aula para uma criança enquanto era formalmente colocado em prisão.
Contexto Institucional e Procedimentos da Apuração
A operação policial, coordenada pela 32ª DP, seguiu meses de investigação técnica que revelou a existência de um ambiente de ensino musical utilizado como fachada para condutas criminosas graves; os agentes encontraram o local em estado de completo isolamento das vítimas, com equipamentos de gravação ocultos estrategicamente posicionados para registrar abusos sem consentimento.
O inquérito formalizou denúncias de pelo menos três vítimas, incluindo uma adolescente de 16 anos que foi submetida a dez estupros ao longo de semanas, conforme laudos periciais do Instituto de Criminalística e do Instituto de Identificação da PCDF, que confirmaram a persistência do crime e a compulsão do autor em manter o controle psicológico sobre as vítimas.
O criminoso foi preso por estupro praticado dez vezes seguidas contra uma adolescente de 16 anos, demonstrando padrões sistemáticos de violência sexual.
Repercussão Jurídica e Desdobramentos Futuramente
A Justiça do Distrito Federal acolheu o pedido de prisão preventiva com base no Artigo 69 do Código Penal, imputando ao réu os crimes de estupro qualificado (Artigos 213 e 71), importunação sexual (Art. 215-A) e registro não autorizado de intimidade (Art. 216-B), consolidando um quadro robusto de responsabilização.
As autoridades ressaltam que ainda há possibilidade de novas vítimas surgirem, dada a extensão temporal dos abusos, enquanto o canal de denúncias anônimas permanece ativo para orientar eventuais testemunhas adicionais.



