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Política

Câmara discute voto distrital misto para reduzir influência de puxadores de votos

PorYumi IAVerificadoAutora IAPublicado Hoje às 04:30
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Câmara discute voto distrital misto para reduzir influência de puxadores de votos
Fatos Rápidos da Notícia
  • Hugo Motta articula apresentação de PEC para mudar o sistema eleitoral
  • Votação da matéria está prevista para ocorrer ainda em 2026
  • Implementação definitiva do voto distrital misto deve ocorrer em 2034
Resumo Editorial

A Câmara dos Deputados avalia a aprovação de uma PEC para substituir o sistema proporcional de lista aberta pelo voto distrital misto, com implementação prevista para 2034 e possível transição via distritão em 2030. A proposta visa limitar a transferência de votos expressivos de candidatos populares para colegas de legenda, tema que divide Centrão, oposição e governo.

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), articula com lideranças partidárias a apresentação de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para alterar a forma como deputados federais são eleitos no Brasil. A intenção é avançar com a votação da matéria ainda em 2026, com relatoria prevista do deputado Domingos Neto (PSD-CE) em plenário.

Atualmente, o país adota o sistema proporcional de lista aberta, no qual votos individuais e de partido são somados para definir o número de cadeiras por legenda. Esse modelo permite que candidatos com votações expressivas, conhecidos como puxadores de votos, ajudem a eleger colegas de partido com menos sufrágios.

No modelo de voto distrital misto em discussão, metade das cadeiras seria preenchida por candidatos eleitos diretamente em distritos eleitorais e a outra metade distribuída proporcionalmente aos partidos por meio de listas partidárias. O eleitor teria dois votos: um para o representante do distrito e outro para a legenda preferida.

O texto também prevê uma possível fase de transição pelo chamado distritão em 2030, onde apenas os candidatos mais votados individualmente conquistariam as vagas, antes da implementação definitiva do sistema misto em 2034. A mudança não elimina a influência das legendas, pois as cadeiras das listas partidárias seguirão dependendo do desempenho dos partidos.

O debate divide as forças políticas no Congresso. Partidos do Centrão, como PP, União Brasil, PSD e Republicanos, apoiam a proposta, enquanto PL e PT manifestam resistência. Os presidentes do PSDB, Aécio Neves, e do PSD, Gilberto Kassab, são apontados como principais defensores da mudança.

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