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Polícia

Empresário financia chope de Natal na Decar enquanto delegado investigado nega desvio de carga

PorLarice de PaulaVerificadoOrtografia IAPublicado Hoje às 07:27
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Empresário financia chope de Natal na Decar enquanto delegado investigado nega desvio de carga
Fatos Rápidos da Notícia
  • Delegado Alexandre Bruno de Barros, escrivão Sílvio Pereira de Macedo e agente Antônio Gomes de Assis Sobrinho foram afastados das funções por 90 dias e determinados a recolher armas, distintivos e carteiras funcionais após decisão judicial
  • Carga de vergalhões avaliada em R$ 1,4 milhão foi supostamente desviada e seus valores arrecadados divididos entre o empresário Silvio Dutra (Carioca) e agentes da DECAR, incluindo o delegado
  • Conforme denúncia do Ministério Público, o delegado teria recebido propina de R$ 200 mil, registrada em conversas no celular de Carioca apreendido em busca realizada em 2023
Resumo Editorial

Delegados e agentes investigados desviam vergalhões de R$ 1,4 milhão, recebendo propina de R$ 200 mil e financiando chope de Natal da DECAR.

Delegado Alexandre Bruno de Barros, escrivão Sílvio Pereira de Macedo e agente Antônio Gomes de Assis Sobrinho foram afastados das funções por 90 dias e determinados a recolher armas, distintivos e carteiras funcionais após decisão judicial que apura o suposto desvio de uma carga de vergalhões avaliada em R$ 1,4 milhão, com denúncias que apontam a participação dos agentes em esquema de corrupção envolvendo propina de R$ 200 mil.

Contexto Institucional e Apuração Judicial da O peração

A investigação conduzida pelo Ministério Público de Goiás (MPGO) revelou que o suposto desvio de uma carga de vergalhões apreendida durante a O peração Fogo Amigo, deflagrada em 2021 em Aparecida de Goiânia (GO), teria sido encaminhada ao depósito do empresário Silvio Dutra, conhecido como Carioca, com valores avaliados em aproximadamente R$ 1,4 milhão, recursos estes que, segundo denúncia, teriam sido divididos entre o empresário e agentes da Delegacia Estadual de Repressão a Furtos e Roubos de Cargas (DECAR), incluindo o delegado Alexandre Bruno de Barros.

Conforme documentos anexados aos autos e registros de buscas realizadas em 2023, diálogos extraídos do celular do empresário Carioca — apreendido em operação policial — indicam negociação para o fornecimento de chope à confraternização de Natal da DECAR, evento organizado sob o comando do delegado no cargo, enquanto peritos da Polícia Civil atestam ausência de autorização formal para armazenamento dos materiais apreendidos.

Ponto de Destaque

O total da carga desvia mais de R$ 1,4 milhão, com propina de R$ 200 mil recebida pelo delegado Alexandre Bruno.

Repercussão O ficiosa e Desdobramentos Imediatos

Em nota oficial, a defesa do delegado Alexandre Bruno afirma que 'alertou órgãos de controle sobre a falta de estrutura da DECAR para armazenar materiais apreendidos', destacando que o pedido formal para disponibilização de galpões foi protocolado em maio de 2022 e ignorado pela cúpula da Polícia Civil, enquanto o MPGO mantém posição firme na responsabilização dos envolvidos.

O s três servidores afastados respondem por crime de peculato qualificado e corrupção passiva, com pena potencialmente somada a multa e prisão efetiva, conforme previsto no Código Penal, enquanto o processo segue em fase instrutória com previsão de julgamento na instância criminal competente.

Atenção / Ponto Crítico
O s envolvidos têm prazo de 90 dias para apresentar justificativa formal à Justiça antes da aplicação definitiva das sanções previstas.

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