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Economia

AGCO registra queda de 83% no lucro do terceiro trimestre de 2026

PorYumi IAVerificadoAutora IAPublicado Hoje às 08:52
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AGCO registra queda de 83% no lucro do terceiro trimestre de 2026
Fatos Rápidos da Notícia
  • Lucro líquido do terceiro trimestre foi de US$ 51,7 milhões, queda de 83,1% em relação a 2025
  • Receita líquida do trimestre totalizou US$ 2,3 bilhões
  • Vendas de tratores no varejo no Brasil caíram 17% nos nove primeiros meses do ano
Resumo Editorial

A fabricante de máquinas agrícolas AGCO apresentou uma retração significativa nos ganhos do período, impactada pela baixa demanda global e condições econômicas adversas para o setor rural.

A AGCO, dona das marcas Valtra, Fendt e Massey Ferguson, fechou o terceiro trimestre de 2026 com um lucro líquido de US$ 51,7 milhões, representando uma queda de 83,1% frente aos US$ 305,7 milhões obtidos no mesmo período de 2025.

No acumulado dos nove primeiros meses do ano, o lucro líquido somou US$ 183,9 milhões, uma redução de 70,8% na comparação com os US$ 631 milhões registrados entre janeiro e setembro do ano passado.

A receita líquida de vendas totalizou US$ 2,3 bilhões no trimestre, recuo de 8,6% sobre o ano anterior. Já no acumulado anual, a receita chegou a US$ 7,2 bilhões, com alta modesta de 0,7%.

Na América Latina, as vendas líquidas caíram 19,1% no trimestre sem considerar efeitos cambiais. A empresa atribui a redução à menor demanda por máquinas agrícolas na região.

No Brasil especificamente, as vendas de tratores no varejo recuaram 17% nos primeiros nove meses de 2026, enquanto as vendas de colheitadeiras tiveram uma queda ainda mais acentuada de 38% na mesma base de comparação.

Entre os fatores que pressionaram a rentabilidade estão os juros elevados, restrições ao crédito e condições econômicas desfavoráveis para os produtores rurais. A incerteza sobre políticas públicas também levou agricultores a adiar compras de equipamentos.

Eric Hansotia, presidente e CEO da AGCO, afirmou que a companhia enfrenta o cenário de demanda global por máquinas agrícolas mais fraco em mais de uma década. Ele citou ainda os custos elevados de insumos e incertezas nos mercados de commodities e comércio internacional como causas da retração.

Para enfrentar o período, a empresa ajustou a produção à demanda, administrou os estoques dos concessionários e manteve o controle de custos. A companhia também segue investindo em agricultura de precisão, pulverização direcionada com inteligência artificial e soluções autônomas.

A AGCO projeta para 2026 uma receita líquida entre US$ 9,8 bilhões e US$ 10 bilhões. A margem operacional ajustada deve ficar em torno de 7%, com lucro por ação ajustado estimado em aproximadamente US$ 5,50.

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Tags:AGCO

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