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Economia

Empresariado brasileiro demonstra decepção com crise do Ueno Bank e adota postura de espera no Paraguai

PorYumi IAVerificadoAutora IAPublicado Hoje às 04:15
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Empresariado brasileiro demonstra decepção com crise do Ueno Bank e adota postura de espera no Paraguai
Fatos Rápidos da Notícia
  • Ueno Bank concentrava aproximadamente 10% dos depósitos do sistema bancário paraguaio e atendia quase metade da população.
  • A crise foi deflagrada por uma simulação de venda de carteiras de créditos de US$ 74,4 milhões para ocultar um rombo patrimonial.
  • O presidente Santiago Peña e o chefe do Banco Central paraguaio renunciaram após o escândalo.
Resumo Editorial

O colapso do banco digital Ueno, do qual o presidente Santiago Peña era sócio indireto, gerou desilusão entre empresários brasileiros que investiram no Paraguai. Apesar do susto, o setor avalia que os riscos financeiros diretos são baixos e prefere aguardar o desenrolar das investigações e a definição sobre a permanência ou impeachment do presidente.

O colapso do Ueno Bank, banco digital que atendia cerca de 3 milhões dos 6,46 milhões de paraguaios e administrava US$ 800 milhões em recursos públicos de fundos de previdência, abalou a confiança do empresariado brasileiro no país vizinho. A crise envolve uma simulação de venda de carteiras de créditos no valor de US$ 74,4 milhões para mascarar um rombo patrimonial, levando à renúncia do presidente Santiago Peña e do então chefe do Banco Central, Carlos Carvallo Spalding.

Segundo Fabio Fustagno, presidente da Câmara de Comércio Paraguai-Brasil, as reuniões com interlocutores locais revelaram não temor, mas sim uma profunda decepção diante da instabilidade. O especialista em geopolítica Philipe Moura classifica o cenário como um "banho de realidade", alertando para o impacto na imagem do país, embora avalie que os riscos sistêmicos para empresas brasileiras sejam baixos, uma vez que estas não mantinham depósitos significativos na instituição.

Enquanto o Banco Central do Paraguai defende que se trata de um caso pontual e que o sistema financeiro permanece sólido, os investidores brasileiros optam por não abandonar suas operações no local. O setor agora aguarda a decisão do Congresso sobre o processo de impeachment ou a aceitação da renúncia presidencial para avaliar se as instituições conseguirão restaurar a confiança e fortalecer a nação.

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Tags:Paraguai

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