Em Washington, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) afirmou que o Supremo Tribunal Federal (STF) poderia eventualmente recusar a validade da candidatura de seu irmão, Flávio Bolsonaro (PL), à Presidência em 2026, configurando a possibilidade de sanções individuais contra ministros do STF por meio da Lei Global Magnitsky dos Estados Unidos, em resposta a eventuais decisões consideradas como anulação ou contestação do resultado eleitoral.
Contexto Institucional e Estratégia Diplomática
A declaração de Eduardo Bolsonaro ocorreu durante coletiva de imprensa na periferia do Departamento de Estado dos EUA, acompanhada pelo empresário e comentarista Paulo Figueiredo, após reuniões com autoridades da Casa Branca e do Departamento de Estado, nas quais não foram especificados os interlocutores diretos. A referência à Lei Global Magnitsky — que autoriza sanções econômicas e de viagem contra indivíduos por violações de direitos humanos — reforça a dimensão geopolítica do embate, ao sugerir que decisões judiciais brasileiras sobre a legitimidade eleitoral poderiam desencadear repercussões diplomáticas e econômicas dos EUA.
O documento negociado entre os dois países, divulgado recentemente, exige eleições livres e justas e proíbe restrições arbitrárias à participação de dissidentes políticos no pleito de 2026, estabelecendo parâmetros para a cooperação futura em matéria comercial e política, embora sem vincular diretamente o STF à eventual anulação de uma candidatura.
A possibilidade de sanções individuais contra ministros do STF pelo Tribunal Superior dos Estados Unidos via Lei Global Magnitsky é central ao debate político-jurídico em curso.
Rejeição da Intervenção Externa e Posicionamentos O ficiais
Flávio Bolsonaro prontamente rebateu as alegações de seu irmão, afirmando que não existe negociação com o governo norte-americano para viabilizar sua candidatura e que a eleição será decidida exclusivamente no Brasil, rejeitando categoricamente qualquer narrativa de apoio externo.
As críticas institucionais ao STF feitas por Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes durante sessão sobre a investigação do Banco Master foram citadas por Eduardo como indícios de tentativa de construção narrativa para questionar resultados eleitorais, embora sem comprovação oficial de qualquer plano de anulação ou sanções judiciais por parte da Corte.



