O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que parte da inflação brasileira tem origem na guerra entre Estados Unidos e Irã, sustentando que tal conflito foi impulsionado por apoiadores do governo de Jair Bolsonaro, em discurso que repercutiu nos últimos dias ao questionar a viabilidade de medidas fiscais propostas por Flávio Bolsonaro. O IPCA acumulado atinge 4,44% nos últimos 12 meses até julho, segundo o IBGE, enquanto Durigan reiterou críticas à "anarquia regulatória" deixada pelo mandato anterior. A declaração ocorre em um cenário de tensão política e econômica, com o governo Lula à defensiva diante das críticas de opositores sobre a gestão da política econômica.
Contexto Institucional e Histórico da Medida
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, assumiu o cargo em maio após a saída de Fernando Haddad para concorrer ao governo de São Paulo, trazendo consigo uma visão incisiva sobre os desafios econômicos enfrentados pelo país. Em entrevista à Rádio CBN no dia 20 de agosto, ele classificou como "balela" a proposta de criação de um conselho fiscal avançada pela equipe econômica de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), argumentando que tal iniciativa carece de credibilidade em um contexto marcado por ataques aos Poderes e desrespeito institucional.
Nos últimos meses, Durigan tem reforçado a narrativa de que a inflação não é fruto exclusivo de fatores domésticos, mas sim de dinâmicas internacionais — especificamente da guerra entre Estados Unidos e Irã — e de políticas ambientais e regulatórias adotadas durante o governo anterior. Ele destacou que o aumento do preço do petróleo, consequência direta dos confrontos no O riente Médio, tem sido determinante para a alta dos índices de preços ao consumidor. O IPCA acumulado chega a 4,44% até julho, conforme o IBGE, reforçando a necessidade de políticas macroeconômicas coordenadas.
A inflação acumulada atinge 4,44% nos últimos 12 meses até julho, impulsionada parcialmente pela guerra entre EUA e Irã e pelo aumento do preço do petróleo brent.
Repercussão Jurídica e Posicionamentos
Durigan reforçou sua posição ao vincular diretamente a inflação à guerra apoiada por setores alinhados ao bolsonarismo, questionando a viabilidade de medidas fiscais que envolvam diálogo com o Supremo Tribunal Federal por parte da "família Bolsonaro". Ele afirmou que o desrespeito institucional observado na gestão anterior compromete a sustentabilidade das políticas econômicas. Na sequência, reiterou que o governo Lula busca resgatar relações com os Estados Unidos após as eleições, priorizando o fortalecimento da parceria estratégica.
O ministro sinalizou que o programa Desenrola Brasil 2.0 e o aperto na atuação das empresas de apostas seguirão como pilares da política econômica do atual mandato. Enquanto isso, Flávio Bolsonaro mantém postura crítica em relação ao rumo das finanças públicas, defendendo medidas de contenção de gastos que ainda não foram formalmente apresentadas. O desenrola fiscal permanece em debate aberto.
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