Em agosto de 2025, a Polícia Federal instaurou inquérito sigiloso após Glenda Varotto, ex-integrante do Movimento Brasil Livre e pré-candidata a deputada federal, formalizar denúncia contra Renan Santos, candidato à Presidência pelo partido Missão, com base em gravações de áudio nas quais a influenciadora, de 34 anos, explicitou intenção de provocar sua morte, afirmando que "só quer ver o cara morto" e que "desde que ele esteja morto, eu tô feliz\(@separador@\)\(@separador@\)", enquanto o Ministério da Justiça e a Secretaria de Segurança Pública reforçam o caráter ilícito e inaceitável das ameaças.
Contexto Institucional e Histórico da Ameaça
A apuração conduzida pela Polícia Civil em conjunto com a Polícia Federal revelou que Glenda Varotto, após desligamento do MBL em abril de 2025 por rompimento de vínculo com o grupo e extinção da parceria com a revista Valete, manteve conversas prolongadas com ex-integrantes como Ben Pontes, Mabel Palumbo e Gabriel Costenaro para planejar formas de causar "irritação, aborrecimento, ódio, vergonha e humilhação" ao presidenciável Renan Santos (Missão), conforme consta nos 378 arquivos coletados entre janeiro e agosto por seu ex-professor de inglês.
O s registros indicam que Varotto articulou um plano que incluía desgastes psicológicos e incitações à violência física contra Santos, em razão de rejeição mútua após tentativa frustrada de relacionamento amoroso, e que em março deste ano ela chegou a confrontar Costenaro durante atividade de pré-campanha no Rio de Janeiro após troca de insultos e empurrões anteriores envolvendo o próprio Costenaro e o deputado Glauber Braga (PSOL-RJ).
Glenda Varotto declarou em áudio que quer ver Renan Santos morto e afirmou estar disposta a ver o país mergulhar na Terceira Guerra Mundial para alcançar esse objetivo.
Repercussão Jurídica e Posicionamentos
A denúncia formalizada em 27 de agosto pela Polícia Federal desencadeou apuração rigorosa sob o Artigo 121 do Código Penal (homicídio simples) e Artigo 286 (ameaça), com a Justiça Federal competente para análise do caso devido à condição de candidato à Presidência, enquanto o Ministério Público Federal já requisitou o bloqueio das contas bancárias da influenciadora para inibição de possíveis movimentações relacionadas ao crime.
Especialistas em direito penal apontam que as declarações constantes em áudio configuram preparo para homicídio – figura prevista no artigo 121 – configurando eventual figura de "tentativa" se houver demonstração efetiva da conduta letal – além da possível configuração do crime hediondo por envolver ameaça à vida de autoridade eleita ou pré-eleita – enquanto o Movimento Brasil Livre nega qualquer participação direta nos atos violentos e classifica as gravações como "desabafo" sem intenção criminosa.



