Em mais uma operação de combate à exploração sexual no Plano Piloto, a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), por meio da 2ª Delegacia de Polícia (Asa Norte), deflagrou o fechamento do terceiro estabelecimento de prostituição localizado no subsolo da SCLRN 708 Norte, consolidando uma série de ações coordenadas que desarticulam redes de exploração em regime de clandestinidade na região.
Contexto Imediato e Desdobramentos O peracionais da Ação Policial
A intervenção ocorreu após investigações detalhadas que revelaram a estrutura organizacional do local, que contava com quartos adaptados e fluxo constante de frequentadores, configurando-se como ponto fixo para a prestação de serviços sexuais remunerados; o ciclo operacional iniciou-se em 23 de julho com o fechamento de imóvel na SCLRN 704/705 Norte, onde foram resgatadas duas adolescentes e indiciada a administradora pelo crime de manutenção de casa de prostituição, reforçando a caracterização penal da conduta sob ação penal pública incondicionada.
As apurações da 2ª DP também identificaram a existência de documentação contábil informal, máquinas de cartão de débito e crédito, além de registros eletrônicos que comprovam a estrutura financeira do negócio, com apreensão autorizada judicialmente para perícia dos dados armazenados nos aparelhos celulares e demais dispositivos apreendidos durante as buscas realizadas na manhã do dia seguinte ao primeiro fechamento.
A 'xerecada suprema' rendia R$ 1,5 mil diariamente ao estabelecimento criminoso localizado no subsolo da SCLRN 708 Norte.
Repercussão Legal e Desdobramentos Estratégicos da Campanha Institucional
A PCDF destacou que os crimes sob investigação são de ação penal pública incondicionada, o que implica o dever estatal de prosseguir com as investigações e aplicar medidas cautelares independentemente de denúncia formal ou concordância das vítimas, reforçando o caráter coercitivo e preventivo da atuação policial nesse tipo de crime.
A desarticulação do ponto na SCLRN 708 Norte integra um plano mais amplo de erradicação gradual dos prostíbulos clandestinos na Asa Norte, com antecedentes que incluem o fechamento na semana anterior de estabelecimento disfarçado como clínica de massagem na SCLN 410, onde a responsável foi presa em flagrante e submetida à medida protetiva de tornozeleira eletrônica.



