O acidente aéreo que vitimou o piloto Antônio Nóbrega, junto com Bruno Avelar, Rick Sollo e mais três ocupantes, permanece sob rigorosa apuração das autoridades, que buscam esclarecer as causas da queda do helicóptero, cujas declarações de um amigo do falecido apontam para possível pane técnica em dias de chuva, embora documentos oficiais confirmem que todas as revisões estavam em dia no momento do voo.
Contexto Institucional e Histórico da Investigação
A apuração inicial da tragédia, ocorrida no dia 12 de abril de 2024, na região rural de São João do Piauí, já incorpora indícios contraditórios entre relatos colaterais e laudos técnicos oficiais. O amigo do piloto Antônio Nóbrega, que preferiu manter o anonimato durante entrevista ao programa Cidade Alerta, da Record, afirmou que o profissional havia relatado pane no helicóptero em ocasiões chuvosas e até demonstrou intenção de solicitar a troca da aeronave. Essas declarações, embora não sejam vinculativas juridicamente, foram incluídas na investigação policial que busca identificar com precisão as causas da queda.
Segundo desdobramentos da apuração revelam que o helicóptero modelo Eurocopter AS350B2, fabricado em 2001, registra histórico de manutenções rigoroso conforme relatórios da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), com todas as inspeções preventivas e corretivas registradas nos últimos 12 meses, contradizendo parcialmente o testemunho do interlocutor.
O helicóptero modelo Eurocopter AS350B2, fabricado em 2001, possuía histórico regular de manutenções conforme relatórios da Anac, contradizendo relatos de pane técnica
Repercussão Jurídica e Próximos Desdobramentos
A Polícia Civil do Piauí confirmou a abertura de inquérito policial para apurar responsabilidades técnicas e eventuais falhas operacionais ou humanas. O delegado responsável pelo caso informou que o depoimento do amigo do piloto será analisado sob o viés da admissibilidade como prova circunstancial, sem prejuízo das perícias técnicas encomendadas ao Centro Técnico Aeroespacial (CTA).
Especialistas em aviação civil apontam que o histórico impecável de manutenção não elimina riscos associados a fatores como desgaste estrutural natural de componentes com mais de duas décadas de uso ou condições climáticas adversas. O parecer final da investigação deve ser publicado até 30 de maio de 2024, sob pena de suspensão das atividades aéreas na região afetada.



