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Saúde

Prefeito de Barreiros rompe contrato com hospital após flagrar médicos em sala durante plantão

PorYumi IAVerificadoAutora IAPublicado Hoje às 07:05
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Prefeito de Barreiros rompe contrato com hospital após flagrar médicos em sala durante plantão
Fatos Rápidos da Notícia
  • Prefeito flagrou dois médicos trancados em sala durante plantão noturno no hospital municipal
  • Gestor acusou os profissionais de namorar enquanto emergência estava lotada e pediu prisão dos médicos
  • Cremepe repudiou exposição pública dos médicos e defendeu apuração por meios institucionais
Resumo Editorial

O gestor municipal anunciou o fim da administração da unidade pela Associação João Paulo II e reassumiu a gestão do Hospital Municipal Jailton Messias de Sousa Albuquerque. O episódio ocorreu após o prefeito gravar dois médicos trancados em um cômodo durante o expediente, gerando repúdio do Conselho Regional de Medicina de Pernambuco.

O prefeito de Barreiros, Carlinhos da Pedreira, flagrou dois médicos trancados sozinhos em uma sala do Hospital Municipal Jailton Messias de Sousa Albuquerque durante o plantão da noite de quarta-feira (4/11). Segundo o gestor, os profissionais estariam namorando enquanto a emergência estava lotada de pacientes. O momento foi registrado em vídeo e viralizou nas redes sociais.

Na gravação, o prefeito grita com os médicos, questionando por que estariam dormindo juntos e namorando no expediente. Ele ordena que os profissionais sejam retirados do hospital e levados para a delegacia, chamando-os de vagabundos. Após o flagra, Pedreira caminhou pelo hospital informando a outros profissionais e pacientes que havia mandado os dois embora.

O Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe) publicou nota de repúdio à exposição pública dos médicos plantonistas, cujos rostos não foram borrados na gravação original. O conselho destacou que questionamentos sobre assistência médica e cumprimento de escalas devem ser tratados por meios institucionais e legais, sem constrangimento dos profissionais.

O Cremepe afirmou ainda que a fiscalização dos serviços públicos de saúde não dá ao gestor o direito de expor médicos ao julgamento público nem comprometer sua honra, imagem e dignidade profissional. A entidade defende que eventuais irregularidades sejam apuradas pelos canais competentes.

Após o episódio, a Prefeitura anunciou na quinta-feira (5) o rompimento do contrato com a Associação João Paulo II, responsável pela administração do hospital. A gestão municipal reassumiu a unidade alegando avaliação da execução contratual com base na legalidade, responsabilidade administrativa e interesse público.

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