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Polícia

Casas Bahia nega propina e diz que advogado não presta mais serviço: confira os principais fatos apurados

PorRamiro BritesVerificadoOrtografia IAPublicado Hoje às 09:45
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Casas Bahia nega propina e diz que advogado não presta mais serviço: confira os principais fatos apurados
Fatos Rápidos da Notícia
  • Casas Bahia nega ter realizado ou autorizado pagamentos a agentes públicos para obtenção de vantagens indevidas, afirmando que contratou o escritório Buttini Moraes para assessoria jurídica tributária e que este não presta serviços à empresa
  • O Ministério Público de São Paulo (MPSP) denunciou o advogado tributarista João Buttini por participação em esquema de propina no qual agentes públicos recebiam entre 1,2% e 1,5% de operações de ressarcimento de créditos de ICMS da empresa, totalizando R$ 11,6 milhões em propina que beneficiou a Casas Bahia em operações superiores a R$ 917 milhões
  • A investigação da Operação Ícaro, deflagrada em agosto de 2025, resultou na prisão do advogado, no afastamento de 23 servidores e cinco demissões da Secretaria da Fazenda de São Paulo, além da abertura de inquérito contra 45 auditores fiscais pela Corregedoria da Fiscalização Tributária
Resumo Editorial

O esquema de propina de R$ 11,6 milhões, que inflacionou créditos de ICMS em mais de R$ 917 milhões, resultou na prisão do advogado João Buttini e no afastamento de 23 servidores públicos.

No cerco da O peração Ícaro, deflagrada em agosto de 2025, o Ministério Público de São Paulo formalizou denúncia contra o tributarista João Buttini, alegando sua participação em esquema de propina que beneficiou a varejista Casas Bahia ao inflar créditos de ICMS em troca de vantagens indevidas repassadas a servidores da Secretaria da Fazenda do Estado.

Contexto Institucional e Desdobramentos da Apuração

A investigação, coordenada pela Corregedoria da Fiscalização Tributária e pelo Ministério Público, revelou que Buttini recebeu, diretamente ou por intermédio de seu escritório Buttini Moraes, valores correspondentes a 1,2% a 1,5% sobre operações de ressarcimento de créditos de ICMS da Casas Bahia, totalizando R$ 11,6 milhões em propina.

O escritório, contratado formalmente pela empresa para assessoria jurídica tributária, nega qualquer vínculo com práticas ilícitas e afirma que mantém programa de integridade com canal de denúncia e instâncias de governança corporativa.

Ponto de Destaque

O esquema fraudulento beneficiou a Casas Bahia em mais de R$ 917 milhões em operações de ressarcimento de créditos de ICMS

Repercussão Legal e Consequências para os Envolvidos

A denúncia do MPSP resultou na prisão preventiva do advogado João Buttini, no afastamento de 23 servidores e na demissão de cinco funcionários da Secretaria da Fazenda de São Paulo, além da abertura de inquérito contra 45 auditores fiscais pela Corregedoria da Fiscalização Tributária.

Enquanto o escritório Buttini Moraes informa ter suspendido os profissionais envolvidos para concentrar-se nas defesas individuais, a Casa Bahia reiterou seu compromisso com a ética e anunciou a apresentação de plano de recuperação judicial até 19 de outubro.

Atenção / Ponto Crítico
A Justiça pode aplicar sanções que incluem multas, perda de habilitação técnica e responsabilização criminal dos envolvidos no esquema

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