Carregando...
Voltar para a página inicial
Polícia

Governo de Goiás substitui empresas PCC por contratada sob investigação da PF

PorEduardo MilitãoVerificadoOrtografia IAPublicado Há 52 min
Ouvir NotíciaRecurso Beta

Locução neural da Yumi IA em português

0:000:00
Governo de Goiás substitui empresas PCC por contratada sob investigação da PF
Fatos Rápidos da Notícia
  • Pelo menos três hospitais do governo de Goiás, administrados pelo Instituto de Medicina, Estudos e Desenvolvimento (Imed), encerraram ou avisaram o encerramento de contratos com empresas ligadas a intermediários apontados pela polícia como integrantes da rede de lavagem de dinheiro do Primeiro Comando da Capital (PCC).
  • A empresa Fluir Gestão em Saúde, representada pela médica Gleycianne França, ganhou contratos com o Imed para fornecer médicos aos hospitais de Formosa, Uruaçu e Trindade, no valor de R$ 8,9 milhões por mês, com proposta R$ 770 mais barata que a da segunda colocada.
  • Gleycianne França e o médico Lucas Nogueira Taveira Adorno, sócios da Fabermed FMC Soluções em Saúde, respondem a inquérito na TRF-1 por suspeita de simular disputa para favorecer o deputado federal Ismael Alexandrino (PSD-GO), enquanto o governo de Goiás já pagou R$ 200 milhões a grupo investigado por ligação com o PCC.
Resumo Editorial

Governo de Goiás substitui empresas PCC investigadas por contratada também sob apuração da Justiça, após desembolso de R$ 200 milhões ao grupo criminoso.

Nos últimos meses, o Governo de Goiás, por meio do Instituto de Medicina, Estudos e Desenvolvimento (Imed), anulou ou avisou o término de contratos com empresas vinculadas a intermediários investigados pela Polícia Civil como integrantes da rede de lavagem de dinheiro do Primeiro Comando da Capital (PCC), substituindo-as por uma gestora de saúde sob investigação na Justiça, enquanto o Estado já havia desembolsado R$ 200 milhões ao grupo suspeito de articular favorecimentos políticos com o PCC.

Contexto Institucional e Procedimentos de Apuração

A apuração jornalística revelou que o Imed, responsável pela administração de três hospitais estaduais — Formosa, Uruaçu e Trindade —, encerrou contratos com fornecedoras após constatação de ligações entre intermediários suspeitos e a rede criminosa do PCC, conforme evidências obtidas em operação policial conduzida em 2023; a Polícia Civil identificou práticas de subcontratação fraudulenta para simular competição inexistente, beneficiando diretamente o deputado federal Ismael Alexandrino (PSD-GO), ex-secretário de Saúde do Estado.

Conforme registros judiciais, a médica Gleycianne França, sócia da Fabermed FMC Soluções em Saúde, e o médico Lucas Nogueira Taveira Adorno figuram como responsáveis legais pela empresa Fluir Gestão em Saúde, which foi selecionada para fornecer médicos aos hospitais do Imed mediante contrato mensal de R$ 8,9 milhões — valor 11% inferior ao proposto pela segunda colocada —, com suspeitas de manipulação de processos licitatórios para favorecer o político goiano.

Ponto de Destaque

O governo goiano já pagou R$ 200 milhões ao grupo investigado por ligação comprovada com a organização criminosa PCC.

Repercussão O ficiosa e Desdobramentos Jurídicos

A Secretaria de Saúde do Estado declarou, por meio oficial comunicado, que as contratações realizadas pelo Imed ocorrem sob autonomia técnica da organização social e que não assumiu responsabilidade direta pelas escolhas empresariais; já a defesa do deputado Ismael Alexandrino classificou as acusações como "pura leviandade", negando qualquer envolvimento em esquema de corrupção ou simulação licitatória.

As investigações penais seguem sob o crivo da Justiça Federal, com a TRF-1 responsável por avaliar as provas apresentadas pela Polícia Federal e o Ministério Público Federal, enquanto o Imed mantém a gestão dos hospitais apesar da substituição das empresas contratadas, sinalizando um processo contínuo de reestruturação do mercado de saúde pública no Estado.

Atenção / Ponto Crítico
A continuidade da atuação irregular na contratação de serviços médicos pode gerar sanções administrativas e anulação futura dos contratos pelo Tribunal de Contas do Estado.

Verificação Editorial Giro Mix News

Conteúdo apurado, sintetizado e verificado com a inteligência editorial Yumi IA.

Conhecer Yumi IA →
Feedback anônimo dos leitores

Notícias Relacionadas

RÁDIO WEB

GiroMix Rádio