A governadora do Distrito Federal e candidata à reeleição, Celina Leão (PP), asseverou categoricamente que não tolerará pressões eleitorais dos rodoviários do DF, que aprovaram greve geral para a próxima segunda-feira (28/9), em meio a intensas negociações salariais que se arrastam desde julho e cuja expiração do acordo coletivo ocorreu em 30 de julho, com a categoria exigindo reajuste que cubra a inflação acumulada em um ano e assegure ganho real aos profissionais.
Contexto Institucional e Histórico da Greve
A assembleia deliberativa dos rodoviários, realizada no domingo (20/9), decidiu pela paralisação total das atividades na rede de transporte público da capital a partir da próxima segunda-feira (28/9), após fracassadas tentativas de acordo com as concessionárias, que mantiveram postura de recusa formal à apresentação de proposta satisfatória.
No cerne da demanda estão reivindicações estruturais, como a renovação do acordo coletivo, a jornada de 6 horas, o direito à cesta-alimentação, planos de saúde e odontológico, o quinquênio remuneratório e a garantia de emprego diante da extinção do pagamento em espécie nos ônibus, questões que se arrastam desde julho sem avanços concretos por parte das empresas.
A greve geral dos rodoviários do DF será deflagrada na próxima segunda-feira (28/9), afetando o transporte público em todo o Distrito Federal.
Repercussão Jurídica e Estratégias de Negociação
A Governador Celina Leão reiterou sua disposição ao diálogo institucional, mas deixou claro que não cederá à pressão eleitoral durante o período de campanha eleitoral, destacando a abertura de auditoria técnica nos contratos vigentes como medida transparente para dirimir dúvidas sobre reajustes tarifários ou salariais.
O Sindicato dos Rodoviários do DF informou que, na ausência de proposta concreta até o final desta semana, as paralisações poderão se estender ao longo da semana subsequente, com possibilidade de ampliação para manifestações em pontos estratégicos da região metropolitana.



