Fenapef repudia intervenções políticas na Polícia Federal após afastamento de Andrei Rodrigues
A Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef) reiterou a necessidade de que a Polícia Federal (PF) permaneça acima das disputas políticas, após o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinar o afastamento preventivo do diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues, por 90 dias. A entidade pediu que as circunstâncias do caso sejam apuradas com isenção, responsabilidade e transparência, evitando qualquer tentativa de politização da instituição por órgãos públicos ou agentes políticos.
É fundamental evitar qualquer tentativa de politização da Polícia Federal, seja pelo STF (onde o princípio da colegialidade deve ser observado), seja pelo Poder Executivo ou por políticos que disputam o pleito eleitoral. A instituição deve permanecer acima das disputas políticas
A federação defendeu que o processo seja conduzido sem prejulgamentos e com respeito ao devido processo legal, garantindo que eventuais investigações não comprometam a imagem ou a autonomia da Polícia Federal. Para a entidade, a missão institucional da PF e o compromisso de seus servidores com a sociedade permanecem acima das circunstâncias do momento, reforçando os princípios da independência, da apartidariedade e do fortalecimento institucional.
A decisão de Mendonça, que também afastou o delegado federal Leandro Almada da Costa, diretor de Inteligência Policial da PF, foi analisada pela Segunda Turma do STF na terça-feira (8/9). O s ministros Kassio Nunes Marques e Luiz Fux acompanharam o relator, formando maioria para manter o afastamento de Rodrigues. Apesar da interrupção do julgamento por pedido de vista do ministro Gilmar Mendes e da suspeição de Dias Toffoli, o afastamento do diretor-geral permanece em vigor por 90 dias, em razão das investigações envolvendo o Banco Master e mensagens entre Rodrigues e o banqueiro Daniel Vorcaro.



