Pouco tempo depois da vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o mercado financeiro já discute quem assumirá o Ministério da Fazenda, uma das pastas centrais da Esplanada dos Ministérios. O órgão é chefiado atualmente por Dario Durigan, que ocupou o posto no início do ano após Fernando Haddad deixar a função para disputar o governo de São Paulo. Para a nova gestão, a principal preocupação do mercado é o ajuste das contas públicas, especialmente depois das medidas anunciadas por Lula durante a campanha eleitoral.
Entre os nomes cotados está Rafael Fonteles, governador reeleito do Piauí, que ganhou destaque na campanha por sua proximidade com Lula. Formado em matemática pela UFPI e ex-secretário de Fazenda e presidente do Comsefaz, Fonteles é visto como preparado para o cargo, embora tenha dito em entrevistas que não tratou do assunto com o presidente. Outro nome em análise é o do próprio Dario Durigan, descrito como leal ao presidente e com boa interlocução com o mercado; ele já foi secretário-executivo da Fazenda e participou de iniciativas como a MP que restringe casas de apostas online e os programas Desenrola.
Também aparece Bruno Moretti, ministro do Planejamento e Orçamento, economista formado pela UFF e servidor da carreira desde 2004. Moretti tem bom trânsito no Congresso e no mercado financeiro e foi responsável por articular a retirada do mínimo de saúde e educação do cálculo das receitas, medida que pode reduzir despesas do governo em cerca de R$ 10 bilhões. O vice-presidente Geraldo Alckmin é outra opção mencionada; seu perfil técnico agrada ao mercado, mas sua disponibilidade é questionada porque ele deve se dedicar às demandas da vice-presidência. Sua condução nas negociações tarifárias com os Estados Unidos aumentou o destaque do seu nome.



