Em 28 de agosto de 2025, o banqueiro Daniel Vorcaro, atualmente encarcerado no presídio da Papudinha, prestou depoimento ao gabinete do ministro André Mendonça do Supremo Tribunal Federal (STF), relatando sofrer "graves intimidações" sob requerimento expresso de sua defesa, em procedimento conduzido pelo juiz auxiliar João Azambuja e sem a presença de membros da Polícia Federal, conforme revelado por fontes oficiais e documentadas em relatórios institucionais.
Contexto Processual e Garantias Constitucionais do Depoimento
A oitiva ocorreu dentro do presídio da Papudinha, em Brasília, em caráter reservado, após solicitação formal da defesa de Vorcaro para que o ministro relator do caso Master informasse sobre eventuais ameaças ou pressões sofridas durante o exercício de suas funções como pivô central da O peração Compliance Zero, que investiga fraudes financeiras envolvendo o Banco Master. O gabinete de Mendonça destacou que o ato foi registrado como procedimento processual regular, fundamentado em resoluções do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) de 2015 e 2024, que autorizam a exclusão da equipe policial em atos de depoimento direcionados a autoridades judiciais para preservar a imparcialidade do processo.
Antecedentes indicam que o encontro entre Vorcaro e Mendonça teve como foco central a análise de precatórios pendentes relacionados ao colapso financeiro do Master, enquanto a ausência da PF durante a primeira audiência gerou críticas corporativas que alegavam risco de negociação de delação premiada, apesar das justificativas técnicas apresentadas pelo Ministério Público Federal, que esteve representado por um titular durante a sessão.
Daniel Vorcaro afirmou ter sofrido 'graves intimidações' durante depoimento ao gabinete do ministro André Mendonça do STF em 28 de agosto de 2025.
Repercussão Institucional e Decisão Jurisdicional sobre Relatório da Polícia Federal
O ministro André Mendonça confirmou publicamente, em 2 de setembro de 2025, que também participou de encontro com Vorcaro realizado em 14 de março de 2025 em São Paulo por iniciativa do empresário, ocasião na qual se limitou a ouvir relatos sobre precatórios sem intervenção direta, fato este documentado em material obtido pelo jornalista Paulo Motoryn e publicado na newsletter Noites Húngaras. A divulgação subsequente do relatório da Polícia Federal que revelou trocas privadas entre Alexandre de Moraes e Vorcaro coloca o caso sob escrutínio crítico do presidente da Corte, Edson Fachin, responsável por decidir se o conteúdo será submetido ao plenário em sessão deliberativa.
A expectativa institucional é que Fachin avalie não apenas os méritos técnicos das mensagens obtidas pela PF, mas também as implicações para a independência da magistratura e a integridade do processo sobre o Master, com possibilidade concreta de abertura de nova fase processual no âmbito superior.
O prazo para decisão do presidente Edson Fachin sobre a admissão do relatório da Polícia Federal que expôs diálogos entre Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro é fixado para 16 de setembro de 2025, sob pena de trancamento definitivo do processo no âmbito superior.
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