Rubens O metto, bilionário proprietário da Cosan e presidente de conselhos da Raízen, Rumo, Compass e Moove, desembolsou recursos equivalentes a R$ 900 mil para oito candidatos a cargos eletivos em São Paulo nas eleições de 2026, sendo R$ 700 mil destinados a seis deputados federais e R$ 100 mil a cada um dos dois postulantes à Assembleia Legislativa do estado.
Contexto Institucional e Histórico do Financiamento Eleitoral
A apuração realizada pela imprensa nacional, com base em dados oficiais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), constatou que o empresário canalizou contribuições diretas a candidatos de diferentes legendas políticas, entre elas PT, Podemos, Republicanos, PSD e MDB, sem que houvesse definição prévia de vínculo partidário ou aliança formal, prática comum em campanhas de grande envergadura.
O gesto reforça um padrão de atuação do magnata, que já doou mais de R$ 36 milhões em eleições anteriores, segundo levantamento do, consolidando-se como o maior financiador individual do país ao longo das últimas quatro ciclos eleitorais.
O empresário destinou R$ 900 mil a oito candidatos paulistas em 2026, valor que integra um total de R$ 5,6 milhões aplicados em campanhas pelo país até setembro.
Repercussão Jurídica e Estratégia Política
A Procuradoria-Geral da República e a Justiça Eleitoral têm analisado com atenção os repasses feitos como pessoa física, diante da proibição constitucional de doações empresariais diretas a candidatos, o que pode configurar prática ilícita caso haja ocultação de origem dos recursos ou violação ao limite de doação por pessoa.
Especialistas apontam que o movimento de O metto pode servir como estímulo para debates sobre a transparência do financiamento político e a necessidade de regulamentar doações individuais acima de limites estabelecidos pela legislação eleitoral vigente.



