Na tarde de quinta-feira (17/9), cinco entidades representativas do setor produtivo do Distrito Federal publicaram um manifesto coordenado que clama por diálogo institucional e cooperação harmoniosa na recuperação do Banco de Brasília (BRB), instituição estratégica para a economia regional, em meio à polarização política gerada por declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que afirmou que "não vamos dar dinheiro ao BRB", posição rebatida pela governadora do DF, Celina Leão, que acusou o mandatário de utilizar o banco como "arma eleitoral"
Contexto Institucional e Histórico da Medida
A publicação do documento, assinado conjuntamente pelas organizações Ademi-DF, Asbraco, Codese, Fecomércio-DF e Sinduscon-DF, reforça a urgência de que as decisões sobre o BRB sejam fundamentadas exclusivamente em critérios técnicos e de governança, afastando-se de qualquer vínculo com agendas partidárias ou calendários eleitorais.
A manifestação surge em um momento de tensão entre o Executivo federal e autoridades regionais, após o presidente Lula ter reiterado em ato de campanha em Ceilândia que não autorizaria recursos públicos para a instituição, enquanto a governadora Celina Leão, por meio de pronunciamento público, classificou a proposta como instrumento de manipulação política com efeitos nocivos para a estabilidade do setor produtivo local.
A recuperação do BRB é considerada essencial para a manutenção da infraestrutura econômica do Distrito Federal e para a proteção de milhares de empregos vinculados ao crédito empresarial e a programas públicos de assistência social.
Repercussão Jurídica e Posicionamentos
As autoridades envolvidas mantêm postura técnica e cautelosa: o Ministério da Economia e o Banco Central ainda não se manifestaram formalmente sobre as demandas do manifesto, enquanto o próprio BRB afirma estar assegurando o pagamento dos salários dos empregados em caso de alteração no controle acionário, medida prevista em seu estatuto para evitar paralisação operacional.
O debate sobre o futuro do banco se intensifica com a promessa de Celina Leão de reunir-se com investidores do Emirados Árabes para viabilizar aporte privado, sinalizando abertura à solução alternativa que independe do orçamento público.



