Na madrugada de segunda-feira (24), durante a abertura da série de sabatinas da TV, o candidato à Presidência Romeu Zema (Novo) enfrentou questionamento direto sobre a dívida pública estadual de Minas Gerais, que aumentou em R$ 36 bilhões sob sua gestão, sendo R$ 23 bilhões vinculados ao pagamento de aposentadorias e R$ 13 bilhões destinados ao governo federal.
Apuração e Contextualização da Dívida Estadual
A entrevista, conduzida por Renata Vasconcellos e César Tralli, revelou o primeiro embate direto entre o presidenciável e os meios de comunicação sobre responsabilidade fiscal, com Zema defendendo que o crescimento do endividamento mineiro foi herdado de administrações anteriores e não fruto de novos empréstimos durante seu mandato.
Segundo ele, a maior parte da dívida acumulada desde a década de 1990 sofreu impacto dos juros, enquanto as despesas com aposentadorias e repasses ao governo federal refletem obrigações já vigentes, não decisões recentes de sua administração.
A dívida estadual de Minas Gerais subiu R$ 36 bilhões, sendo R$ 23 bilhões para aposentadorias e R$ 13 bilhões para repasses ao governo federal.
Repercussão Política e Desafios na Construção da Imagem Fiscal
As declarações de Zema geraram reação imediata de setores técnicos, que apontam que o aumento nominal da dívida não invalida a necessidade de políticas de contenção, mas reforçam a complexidade fiscal dos estados brasileiros em um cenário de desequilíbrio orçamentário nacional.
Com a campanha presidencial em plena intensidade, a estratégia de Zema de evitar debates diretos e priorizar sabatinas controladas busca consolidar uma imagem de rigor técnico, aunque a crítica sobre a gestão estadual persista como ponto vulnerável.



