Na madrugada de quarta-feira (7/10), o corpo carbonizado de um juiz do Tribunal de Justiça de São Paulo, Gustavo de Castro Campos, foi encontrado dentro de um veículo Volvo incendiado em área rural próxima a São João da Boa Vista, com a identificação inicial realizada graças a uma carteira de habilitação localizada no interior do carro, conforme apurado pelas polícias Civil e Militar.
Contexto Institucional e Procedimentos da Apuração
A Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros foram acionados à cena por volta das 22h30, onde trabalhadores rurais, utilizando para conter as chamas, apagaram o incêndio no SUV de luxo, já que o fogo havia se alastrado por dentro do compartimento do motor; ao inspecionar o veículo, encontraram documentos oficiais em nome do magistrado, incluindo a carteira de habilitação que confirmou sua identidade como Gustavo de Castro Campos, magistrado do TJSP lotado na Comarca de Mococa.
O caso, formalmente enquadrado como morte suspeita pela Polícia Civil, mobiliza os órgãos investigativos para esclarecer as circunstâncias do incêndio e da morte, em especial porque o juiz havia sido anteriormente alvo de processo arquivado pelo Órgão Especial do TJSP por suposta ofensa à honra, fato que não descarta qualquer hipótese investigativa.
O corpo carbonizado do magistrado Gustavo de Castro Campos foi encontrado em um Volvo SUV registrado em seu nome após incêndio apaziguado por trabalhadores rurais na zona rural de São João da Boa Vista.
Repercussão Jurídica e Desdobramentos Futuro
O Ministério Público do Estado de São Paulo acionou a Corregedoria da Justiça para apurar eventuais falhas no acompanhamento das atividades judiciais do magistrado, enquanto o Presidente do TJSP, Desembargador Fernando Pelliccioli, manifestou-se publicamente afirmando que a instituição repudia qualquer ato que coloque em risco a integridade dos seus servidores.
As investigações seguem com foco em esclarecer se o crime teria motivação profissional ou pessoal, com possibilidade de envolvimento de terceiros ou até mesmo deslocamento forçado do corpo antes do incêndio, enquanto o inquérito policial deve até 30 dias para emitir laudo preliminar sobre as condições da morte.



