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Política

Prefeitura de São Paulo abre sindicância sobre pagamento de R$ 3,2 milhões por show de Jorge & Mateus

PorYumi IAVerificadoAutora IAPublicado Hoje às 11:40
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Prefeitura de São Paulo abre sindicância sobre pagamento de R$ 3,2 milhões por show de Jorge & Mateus
Fatos Rápidos da Notícia
  • Prefeito Ricardo Nunes determinou sindicância na CGM para apurar pagamento de R$ 3,2 milhões por show de Jorge & Mateus
  • Despesas da Secretaria de Turismo com infraestrutura do evento no Pacaembu não foram publicadas em Diário Oficial
  • Palco e telão custaram mais de R$ 1,7 milhão; ingressos do evento privado chegaram a R$ 1,1 mil
Resumo Editorial

A gestão de Ricardo Nunes determinou investigação da Controladoria Geral do Município após revelação de que a Secretaria de Turismo bancou infraestrutura de evento privado da dupla sertaneja no Pacaembu, com valores não publicados em Diário Oficial.

O prefeito Ricardo Nunes (MDB) determinou a abertura de uma sindicância na Controladoria Geral do Município (CGM) para apurar os valores pagos pela Prefeitura de São Paulo à estrutura de um show fechado da dupla Jorge & Mateus, realizado no final do ano passado no estádio do Pacaembu. A medida foi anunciada pela prefeitura em nota divulgada na manhã deste sábado (7/11), após a revelação de que a Secretaria de Turismo gastou cerca de R$ 3,2 milhões com o evento.

Segundo a administração municipal, ao término da investigação, a Prefeitura entrará com uma ação de regresso para que os responsáveis sejam responsabilizados e devolvam os recursos utilizados indevidamente. As despesas não foram publicadas em Diário Oficial e foram identificadas por meio de ordens de serviço da São Paulo Turismo (SPTuris), sem que o nome da dupla aparecesse na documentação, que descrevia o evento como “J E M – 20 anos”.

Diferentemente de contratações comuns, a prefeitura não pagou cachê à dupla, mas custeou a infraestrutura utilizada no evento, cujos ingressos foram vendidos por até R$ 1,1 mil. Somente o palco e o telão custaram mais de R$ 1,7 milhão aos cofres municipais. A reportagem também apontou que não há documentação pública indicando quem solicitou o apoio, quem autorizou e sob qual justificativa, sendo que o dinheiro saiu da Secretaria de Turismo para a SPTuris, que contratou as empresas prestadoras dos serviços.

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