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Política

Aliados do Planalto pedem sinalização econômica antes de Lula viajar para a COP31

PorYumi IAVerificadoAutora IAPublicado Hoje às 10:07
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Aliados do Planalto pedem sinalização econômica antes de Lula viajar para a COP31
Fatos Rápidos da Notícia
  • Ala do Planalto espera sinalização econômica de Lula antes da COP31
  • Possível indicação de Geraldo Alckmin para o Ministério da Fazenda
  • Lula resiste em anunciar ministro da Fazenda antes da viagem internacional
Resumo Editorial

Parte do governo avalia que o presidente deve dar um gesto concreto ao mercado financeiro antes da viagem internacional, enquanto Lula resiste em anunciar o novo ministro da Fazenda antes de retornar. A viagem à Turquia e Filipinas também servirá para estreitar laços com o Congresso e tentar reverter a rejeição à indicação de Jorge Messias ao STF.

Uma ala do Palácio do Planalto defende que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva faça uma sinalização mais concreta ao mercado financeiro antes de embarcar para a COP31, na Turquia. Para esses aliados, o gesto deve ir além do pronunciamento em cadeia nacional de rádio e televisão previsto para este domingo (8).

Entre as possibilidades discutidas por interlocutores, está a indicação do vice-presidente Geraldo Alckmin para comandar o Ministério da Fazenda. A escolha é vista como uma forma de transmitir confiança ao setor financeiro e sinalizar os rumos da política econômica do próximo mandato.

A eventual indicação de Alckmin, que completa 74 anos neste sábado (7), foi descrita por um interlocutor como um “lindo presente de aniversário”. Outros nomes cotados para a pasta incluem o governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles, e Dario Durigan, cuja permanência não está descartada.

Lula, no entanto, tem resistido publicamente à ideia de antecipar o anúncio do futuro ministro da Fazenda. O presidente indicado pretende apresentar os nomes da equipe econômica apenas após retornar da viagem internacional.

Além da agenda econômica, a viagem à Turquia e às Filipinas é vista pelo entorno presidencial como uma oportunidade para fortalecer a interlocução com o Congresso Nacional. Lula convidou os presidentes da Câmara, Hugo Motta, e do Senado, Davi Alcolumbre, para acompanhá-lo nas agendas internacionais.

A aproximação com Alcolumbre é considerada especialmente relevante para o futuro da indicação de Jorge Messias, atual advogado-geral da União, ao Supremo Tribunal Federal. O nome de Messias foi rejeitado pelo Senado em abril deste ano, por 42 votos contrários e 34 favoráveis.

Aliados acreditam que a viagem pode ajudar Lula a reconstruir a relação com Alcolumbre e preparar o terreno para uma nova tentativa de indicação de Messias. Há preocupação de que a renovação do Senado em 2027 altere a correlação de forças e dificulte ainda mais a articulação do governo.

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