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Polícia

MPRJ desmantela quadrilha que fraudava cantinas prisionais, envolvendo ex-subsecretário e policial

PorYumi IAVerificadoAutora IAPublicado Há 52 min
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MPRJ desmantela quadrilha que fraudava cantinas prisionais, envolvendo ex-subsecretário e policial
Fatos Rápidos da Notícia
  • O Ministério Público do Rio de Janeiro deflagrou, em 1º/9, a Operação Snack Time contra a 'máfia das cantinas' em presídios fluminenses, alvejando o ex-subsecretário Rafael Rodrigues de Andrade e o policial penal Ronaldo Barbosa Souza
  • Foram cumpridos 22 mandados de busca e apreensão na 2ª fase da operação, que apura organização criminosa e fraude em licitações envolvendo R$ 100 milhões em movimentação ilícita
  • O grupo operou a 'máfia das cantinas' entre 2015 e 2024, tendo sido responsabilizado por prejuízos superiores a R$ 25 milhões aos cofres públicos
Resumo Editorial

A operação desmantelou quadrilha que fraudou R$ 100 milhões em cantinas prisionais, causando prejuízo de mais de R$ 25 milhões aos cofres públicos.

No âmbito de uma operação coordenada pelo Ministério Público do Rio de Janeiro, deflagrada em 1º de setembro de 2024, o Grupo de Atuação Especializada de Combate ao Crime O rganizado (Gaeco) cumpriu 22 mandados de busca e apreensão na segunda fase da O peração Snack Time, visando desmantelar a chamada "máfia das cantinas", organização criminosa que fraudava licitações e movimentava recursos superiores a R$ 100 milhões entre 2015 e 2024, com prejuízos aos cofres públicos que ultrapassaram R$ 25 milhões.

Contexto Institucional e Estratégia Investigativa da O peração

A investigação, coordenada pelo Gaeco do MPRJ em parceria com a Corregedoria da Secretaria de Estado de Polícia Penal (Seppen), iniciou-se na Subsecretaria de Inteligência do Sistema Penitenciário, após apurações que identificaram padrões de conduta irregulares na administração das unidades prisionais fluminenses. As buscas, realizadas nas cidades do Rio de Janeiro, Mesquita e Duque de Caxias, resultaram na apreensão de documentos, equipamentos eletrônicos e registros financeiros que evidenciam a estruturação do esquema para favorecer grupos específicos na contratação de serviços nas cantinas prisionais.

O grupo criminoso operava mediante uma rede de influência que incluía o ex-subsecretário Rafael Rodrigues de Andrade e o policial penal Ronaldo Barbosa Souza, tendo utilizado técnicas de manipulação de processos licitatórios para garantir a exclusão de concorrentes legítimos e consolidar o domínio sobre as atividades comerciais nos presídios, conforme comprovado por relatórios periciais e denúncia formal apresentada pelo MP.

Ponto de Destaque

O esquema fraudulento movimentou mais de R$ 100 milhões entre 2015 e 2024, com prejuízos aos cofres públicos superiores a R$ 25 milhões.

Repercussão Legal e Desdobramentos da Apuração

A Seppen manifestou, por meio de nota oficial, seu compromisso com a transparência institucional e o combate à impunidade, reafirmando que não tolerará desvios condifici como os praticados pelos investigados, sob pena prevista na Lei O rgânica do Ministério Público e no Código Penal vigente.

A desativação das cantinas em 2024 representa um marco no controle da administração prisional fluminense, mas a continuidade das investigações aponta para eventuais novas fases da O peração Snack Time, com possibilidade de indiciamento criminal e suspensão administrativa dos envolvidos.

Atenção / Ponto Crítico
A continuidade das investigações pode culminar em indiciamento criminal dos réus e sanções administrativas que incluem afastamento do cargo público e perda dos direitos políticos.

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