Na noite de 18 de setembro, durante campanha eleitoral em Guarulhos, São Paulo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva atribuiu publicamente o colapso do banco Master, no qual R$ 60 bilhões foram desviados, à gestão anterior de Jair Bolsonaro, enquanto simultaneamente reforçou a narrativa de responsabilidade governamental e se distanciou do escândalo do INSS, citando supostas relações entre Flávio Bolsonaro e o chamado 'Careca'.
Contexto Institucional e Antecedentes do Escândalo do Banco Master
O escândalo do banco Master, revelado oficialmente em 10 de setembro com a derrubada do sigilo pelo Supremo Tribunal Federal, envolve alegações de desvio de recursos superiores a R$ 60 bilhões e está sob investigação conduzida pela Polícia Federal, com foco em ligações entre o banqueiro Daniel Vorcaro e o senador Flávio Bolsonaro (PL), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.
O governo Lula, por meio do ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad, já havia determinado a prisão de Vorcaro em novembro de 2023, medida que se insere no plano de recuperação financeira da instituição falida, enquanto o presidente utilizou o caso como ferramenta política ao vincular a conduta anterior ao período bolsonarista e apontar Flávio como beneficiário direto de recursos ilícitos.
O banqueiro ladrão que deu um golpe de R$ 60 bilhões virou prisioneiro no meu governo, afirmou Lula.
Repercussão Política e Desdobramentos Jurídicos
O vice-presidente Geraldo Alckmin e a candidata Simone Tebet também se posicionaram sobre o caso, com Tebet classificando-o como 'o maior escândalo de corrupção da história do país' e Alckmin destacando a responsabilidade do banqueiro Vorcaro na transição para a gestão Lula.',.



