Na sexta-feira (28/8), durante depoimento ao inquérito que apura suposta vantagem concedida a servidores do Banco Central, o banqueiro Daniel Vorcaro negou categoricamente ter solicitado ou recebido qualquer benefício do ex-chefe do Departamento de Supervisão Bancária, Belline Santana, enquanto afirmou tentar colaborar com as investigações há nove meses sem sucesso. O depoimento, realizado sob égide da Polícia Federal e registrado em ata e vídeo, incluiu ainda a menção a uma consultoria a um diretor do BC durante viagem à Disney, considerada por Vorcaro como 'agrado', sem que haja registro de trabalho efetivo realizado pelo próprio Belline em seu benefício. A narrativa do banqueiro contrasta com acusações que vinculam sua conduta a favorecimentos indevidos, gerando tensão entre os agentes envolvidos e abrindo espaço para novas revelações sobre o caso Banco Master.
Contexto Institucional e Histórico da Apuração
O inquérito em curso, vinculado ao Gabinete do Ministro da Justiça, investiga alegações de favorecimento aos servidores do Banco Central por meio de recursos repassados a projetos específicos, com foco particular no caso Banco Master, onde Belline Santana, enquanto chefe do Departamento de Supervisão Bancária, teria intermediado benefícios a colaboradores próximos ao sistema financeiro.
A apuração conta com depoimento direto de Vorcaro, que nega qualquer interação ilícita com Belline, e destaca a ausência de evidências concretas que comprovem a existência de vantagem material, além de mencionar uma consultoria realizada durante viagem à Disney que ele classifica como 'agrado', sem que nenhum membro do BC tenha prestado serviços efetivos a seu favor.
O banqueiro Daniel Vorcaro nega ter recebido qualquer benefício de Belline Santana durante depoimento ao inquérito sobre suposta vantagem a servidores do Banco Central.
Repercussão Jurídica e Cenários Futuramente Desdobrados
As declarações de Vorcaro geraram reação imediata da Polícia Federal, que aponta risco institucional ao chefe da PF, Andrei Rodrigues, caso sua delação seja exposta publicamente, o que pode motivar medidas disciplinares ou até abertura de inquérito contra o agente público, enquanto o Ministério Público Federal mantém postura de aguarda para avaliar eventuais elementos novos que justifiquem abertura formal de processo.
O s próximos passos incluem a análise dos registros bancários e dos documentos relacionados ao projeto repassado por Belline a Vorcaro, com possibilidade de novo interrogatório ou até anulação parcial do acordo processual se comprovada má-fé na negociação da delação premiada.



