Em 3 de agosto, na confeitaria frequentada por Maria Amélia, candidata a deputada pelo Partido Liberal no Distrito Federal, um assessor de outro candidato à Deputado Federal teria procurá-la com a proposta de desistir da candidatura em troca de uma secretaria no futuro governo eleito, evento ocorrido um dia antes das convenções do partido em Brasília.
Contexto Institucional e Histórico da Medida
A investigação jornalística apurou que o contato ocorreu em um momento de vulnerabilidade política para Maria Amélia, que aparecia com 0,5% das intenções de voto na pesquisa Ígape de 30 de agosto, posicionando-a na 25ª colocação entre os candidatos lembrados pelos eleitores do Distrito Federal.
O episódio se insere em um cenário de intensas negociações partidárias pré-convenção, onde a promessa de cargo ministerial emerge como forma de barganha política para desistência de candidatura, prática condenada por órgãos como o TRE, que reconhece inelegibilidade em casos análogos.
A promessa de uma secretaria no futuro governo, offerta em troca da desistência da candidatura à Câmara dos Deputados
Repercussão Jurídica e Posicionamentos
A corregedoria do PL no Distrito Federal ainda não se pronunciou sobre as alegações, enquanto o Ministério Público Federal foi acionado via representação formal que apura possíveis crimes eleitorais e abuso de poder político.
Especialistas apontam que a oferta configuraria crime de coação eleitoral ou compra de voto caso confirmada, com sanções previstas no Código Penal e na Lei Maria da Penha para casos envolvendo uso indevido de influência política.



