Em depoimento ao gabinete do ministro André Mendonça, relator do caso Master no Supremo Tribunal Federal, o ex-lobista Daniel Vorcaro revelou ter adotado, inspirado na estratégia de Elizabeth Sloane no filme Miss Sloane, o denominado 'Plano Terremoto' como última tentativa de defesa após a recusa repetida da delação premiada pela PGR e pela Polícia Federal.
Contexto Estratégico e Antecedentes da Investigação
A apuração conduzida pelo gabinete do ministro revelou que Vorcaro, ao longo de depoimento formal, detalhou sua estratégia baseada na personagem fictícia que operava contra o lobby armamentista no filme, buscando desestabilizar o sistema por meio de uma ação coordenada e ostensiva, em clara referência ao 'Plano Terremoto'.
O s fatos culminam com a recusa em duas instâncias da delação premiada, decisão que o ex-lobista considerou insustentável diante da gravidade das acusações vinculadas à atuação no Senado norte-americano sobre o porte de armas, onde seu papel como agente de influência era alvo de escrutínio apurado pelo Comitê de Relações Exteriores do Senado.
Daniel Vorcaro afirmou que o 'Plano Terremoto', inspirado na personagem Elizabeth Sloane, visava explodir o sistema jurídico e político após duas recusas consecutivas de delação premiada.
Repercussão Institucional e Desdobramentos Futuro
A recusa da PGR e da PF em receber a delação premiada foi considerada por autoridades jurídicas como baseada em critérios formais de completude narrativa, gerando tensão entre a defesa de Vorcaro e os mecanismos constitucionais de colaboração premiada previstos no ordenamento brasileiro.
O ministro André Mendonça, ao receber o depoimento, reiterou seu papel como relator do caso Master no Supremo, sinalizando que eventuais próximos passos dependerão da análise da corte sobre a legitimidade da estratégia empregada pelo ex-lobista.



