A prisão preventiva de Daniel Bueno Vorcaro, banqueiro do Banco Master, foi decretada pela 10ª Vara Federal do Distrito Federal em 17 de novembro de 2025 e efetivada no Aeroporto Internacional de Guarulhos (SP), no mesmo dia em que tentava embarcar para Malta, após interceptação de comunicações que comprovavam sua participação em rede clandestina de monitoramento e influência exercida por meio de vazamentos sigilosos do Banco Central (Bacen) e do Poder Judiciário.
Contexto Institucional e Evidências Apuradas
A investigação da Polícia Federal (PF), fundamentada na análise técnica e descriptografia do celular apreendido com Vorcaro, revelou a existência de uma estrutura organizada que operava com acesso privilegiado a informações internas do Banco Central e do Judiciário, configurando prática sistemática de espionagem institucional por intermédio de canais ilícitos.
O s diálogos interceptados, datados de novembro de 2025, comprovam que Vorcaro detinha previsão antecipada da ordem prisional decretada em 17 de novembro, o que o levou à tentativa frustrada de fuga ao exterior, evidenciando grau avançado de planejamento e consciência das ações sob investigação.
O banqueiro Daniel Bueno Vorcaro detinha acesso privilegiado a informações sigilosas do Banco Central e do Poder Judiciário para manipular decisões estratégicas em seu favor.
Repercussões Jurídicas e Institucionais
Ministro André Mendonça, relator da ação no Supremo Tribunal Federal (STF), classificou a conduta como 'infiltração nas altas instâncias da República', determinando prazo de 72 horas para que a Polícia Federal identifique todos os envolvidos nos diálogos mantidos pelo grupo criminoso.
A esposa do ministro Alexandre de Moraes reconheceu ter recebido imóvel do banqueiro como pagamento por suposta proteção, enquanto Flávio Canto afirmou em mensagem que Moraes 'tinha que renunciar', indicando possível tentativa de intimidação institucional.



