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Polícia

Justiça nega devolução de R$ 52,2 mil e indenização a modelos por ação contra Brain Assessoria no DF

PorThalita VasconcelosVerificadoOrtografia IAPublicado Há 36 min
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Justiça nega devolução de R$ 52,2 mil e indenização a modelos por ação contra Brain Assessoria no DF
Fatos Rápidos da Notícia
  • A Justiça do Distrito Federal julgou improcedente ação movida por nove pessoas contra a Brain Assessoria, em Brasília
  • Os autores pediram a devolução de R$ 52,2 mil e indenização de R$ 5 mil por pessoa por danos morais
  • O juiz Julio Roberto dos Reis, da 25ª Vara Cível de Brasília, negou a responsabilidade da empresa ao considerar que o contrato era de obrigação de meio e não de resultado
Resumo Editorial

Justiça nega devolução de R$ 52,2 mil e indenização por considerar que contrato de obrigação de meio não garante resultados específicos para os agenciados.

Em decisão proferida pelo juiz Julio Roberto dos Reis, da 25ª Vara Cível de Brasília, a Justiça do Distrito Federal julgou improcedente ação movida por nove pessoas contra a Brain Assessoria, que oferecia serviços de assessoria e produção de conteúdo para agenciamento de talentos. O magistrado considerou que os contratos firmados constituíam obrigação de meio, sem responsabilidade garantida quanto à obtenção de contratações ou ganhos financeiros específicos pelos agenciados, afastando assim a alegação de falha contratual e o direito à devolução de valores ou indenização por danos morais.

Contexto Contratual e Fundamentação Jurídica da Decisão

A apuração revelou que os autores haviam pago à Brain Assessoria taxas não reembolsáveis destinadas à contratação de fotógrafos, maquiadores, produção de estúdio e edição de imagens, conforme estabelecido nos termos dos contratos. O juiz destacou que tais serviços foram integralmente cumpridos, com a entrega dos materiais produzidos e sua divulgação nas plataformas digitais da empresa, além da disponibilização das fotografias aos agenciados para uso em redes sociais e perfis públicos.

Além disso, o magistrado analisou os depoimentos colhidos durante a audiência de junho, nos quais testemunhas confirmaram que as oportunidades de trabalho dependiam da demanda de clientes externos e marcas parceiras, que selecionavam perfis conforme critérios específicos, e que a agência jamais assegurava contratações definitivas aos agenciados.

Ponto de Destaque

O juiz negou a devolução de R$ 52,2 mil e a indenização de R$ 5 mil por pessoa, considerando que o contrato era de obrigação de meio e não de resultado.

Repercussão da Decisão e Próximos Desdobramentos

Na manifestação oficial da Brain Assessoria, a empresa afirmou que a sentença reconheceu o cumprimento integral das obrigações contratuais, reforçando que os agenciados permaneceram inseridos em sua comunidade e tiveram suas imagens divulgadas em canais digitais, caracterizando atuação legítima.

A advogada dos autores, Amanda Cristina Asevêdo Barbosa, manifestou perplexidade com a decisão e anunciou intenção de recorrer da sentença, sustentando que as provas demonstram a criação de expectativa legítima por parte dos consumidores e circunstâncias relevantes na oferta dos serviços.

Atenção / Ponto Crítico
O s autores têm o prazo de cinco dias úteis para protocolar recurso contra a decisão liminarmente

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