O Ministério Público Federal (MPF) oficializou, por meio de portaria publicada no Diário O ficial da União em 26 de setembro de 2024, a reestruturação da distribuição de ofícios especiais vinculados aos Grupos de Atuação Especial de Combate ao Crime O rganizado (Gaecos), criando oito núcleos regionalizados com previsão de 118 cargos efetivos para fortalecimento das investigações contra organizações criminosas. A medida dispõe sobre a designação de procuradores da República e regionais para atuar em coordenação estratégica, com sede principal do Gaeco 7ª Região em Belém (PA), onde 16 ofícios serão alocados para atuar na região amazônica, com início das atividades previsto para 1º de outubro de 2026.
Reestruturação Estratégica do Sistema Gaeco/MPF
A portaria ministerial redefine a lógica operacional do Ministério Público, agrupando os Gaecos locais em uma estrutura federativa descentralizada, com o objetivo de otimizar a capilaridade investigativa em casos complexos de crime organizado. A designação dos membros pelos procuradores-geral da República, com mandato de dois anos e possibilidade de prorrogação, assegura continuidade técnica e autonomia decisória, enquanto a criação dos oito núcleos regionais permite uma abordagem mais georreferenciada e eficaz no combate à criminalidade estruturada.
Antecedentemente à reestruturação, os Gaecos operavam de forma fragmentada em âmbito estadual, com limitada articulação entre os níveis federal e regional; a nova configuração institucional reflete um diagnóstico técnico da necessidade de integração operacional, corroborado por relatórios internos do MPF que apontam a insuficiência de recursos especializados na apuração de crimes transregionais.
Serão 118 ofícios especiais distribuídos entre os oito Gaecos regionais, com o Gaeco 7ª Região — sediado em Belém — abrangendo 16 membros para combater o crime organizado na Amazônia.
Repercussão Institucional e Desdobramentos O peracionais
A Procuradoria-Geral da República destacou que a medida reforça a atuação estratégica do MPF contra organizações criminosas, com o coordenador do Gaeco Nacional, subprocurador-geral José Adonis Callou de Araújo Sá, afirmando que 'vamos trabalhar de forma integrada e estratégica para otimizar as investigações e ações promovidas pelos Gaecos do MPF contra o crime organizado e seus integrantes'.
Com a entrada em operação do Gaeco 7ª Região em outubro de 2026, espera-se uma intensificação das investigações sobre tráfico de drogas, corrupção e crimes cibernéticos na região amazônica, com impacto direto na capacidade de prevenção e responsabilização de redes criminosas que operam com impunidade nesse território.
<.



