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Política

AGU e Discord buscam solução digital para proteger menores após audiência infrutífera

PorPablo GiovanniVerificadoOrtografia IAPublicado Há 40 min
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AGU e Discord buscam solução digital para proteger menores após audiência infrutífera
Fatos Rápidos da Notícia
  • A Advocacia-Geral da União (AGU) ingressou com uma ação na Justiça contra o Discord e participou de uma audiência de conciliação na 14ª Vara Federal Cível do Distrito Federal, sem acordo definitivo.
  • O Discord se comprometeu a apresentar, em até dez dias úteis, proposta com medidas para proteger crianças, adolescentes e mulheres no ambiente digital, após estopim derivado da morte de uma adolescente de 13 anos em Mato Grosso, exposta a conteúdos de automutilação e suicídio.
  • A ANPD determinou a suspensão de recursos de vídeo e transmissões ao vivo da plataforma, e a AGU busca que o Discord adeque seu funcionamento à legislação brasileira, especialmente ao ECA Digital, com cobrança de R$ 500 milhões na ação civil pública.
Resumo Editorial

A AGU exige do Discord proposta técnica em dez dias para corrigir falhas na proteção de menores, sob risco de multa de R$ 500 milhões.

Na manhã de quarta-feira (2/9), a Advocacia-Geral da União (AGU) conduziu audiência de conciliação na 14ª Vara Federal Cível do Distrito Federal com representantes do Discord, visando a solução de litígio envolvendo a responsabilidade da plataforma na proteção de menores e mulheres após a morte de uma adolescente de 13 anos, vítima de conteúdos autolesivos e suicidas, fato que acendeu o debate sobre a necessidade de adequação da empresa à legislação brasileira, especialmente ao ECA Digital e às diretrizes da ANPD.

Contexto Institucional e Desafios Regulatórios da Ação Civil Pública

A AGU moveu ação civil pública contra o Discord com pedido de R$ 500 milhões, argumentando que a plataforma não cumpre adequadamente as normas brasileiras de proteção à infância e adolescência previstas no ECA Digital, além de negligenciar os deveres estabelecidos pela Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

A audiência, marcada para o dia 2 de setembro, contou com a presença de representantes da Secretaria de Direitos Digitais do Ministério da Justiça e Segurança Pública, da ANPD e do próprio Discord, que se comprometeu a elaborar, em até dez dias úteis, proposta técnica com medidas concretas para mitigar os riscos identificados, sob risco de sanções judiciais definitivas caso não sejam apresentadas no prazo estipulado.

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