O candidato ao Governo do Distrito Federal (GDF) Leandro Grass (PT) asseverou, em entrevista à Rádio CBN Brasília, estar disposto a acolher o apoio de José Roberto Arruda (PSD) no segundo turno das Eleições 2026, mesmo após a indeferência de seu registro de candidatura pelo TRE-DF, enquanto reiterou compromisso com expansão do Metrô e projetos de Veículos Leves sobre Trilhos (VLTs) financiados por parcerias público-privadas, sem abrir mão da gestão pública dos serviços.
Contexto Institucional e Histórico da Intervenção Política
A apuração jornalística confirmou que Leandro Grass, durante sabatina concedida à emissora de Brasília na terça-feira (15/9), afirmou que eventuais alianças políticas dependerão da colaboração de adversários diretos no pleito eleitoral de 2026, desde que tais parceiros contribuam para a melhoria das condições sociais da capital, notadamente no âmbito da saúde e do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb).
O contexto histórico da candidatura de Arruda, indeferida pelo Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF) por suposta irregularidade na documentação de filiação partidária, gerou recurso ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o qual ainda não emitiu decisão definitiva, mantendo o cenário de incerteza jurídica que permeia o embate político local.
Grass afirmou que os recursos para ampliar o Metrô virão do ativo fundiário de Brasília, sem privatização dos serviços públicos.
Repercussão Jurídica e Estratégia Política
As manifestações oficiais surgiram após a formalização do recurso de Arruda junto ao TSE, órgão competente para dirimir controvérsias eleitorais na esfera nacional, enquanto Grass reiterou que decisões judiciais devem ser deixadas à apuração popular e não ao arbítrio institucional.
O candidato petista reforçou seu plano de investimento em infraestrutura urbana com base em parcerias público-privadas (PPPs), destacando que os recursos financeiros para a expansão do Metrô serão captados por meio da utilização do ativo fundiário brasília, modelo já empregado em projetos em outras regiões do país, sem transferir a gestão das linhas para entidades privadas.



