No plenário do Supremo Tribunal Federal, nesta terça‑feira (15/9), o ministro Luiz Fux e o colega André Mendonça acusaram a Polícia Federal de instrumentalizar relatórios para degradar a Corte, ao mesmo tempo em que alertaram para a existência de uma "PF paralela" que monitoraria os ministros, destacando um episódio marcante no qual a PF teria elaborado relatórios sobre a conduta de Alexandre de Moraes em conexão com o escândalo do Banco Master.
Apuração das alegações e contexto institucional
A sessão plenária, presidida pelo presidente da Suprema Corte, Edson Fachin, reuniu os ministros Alexandre de Moraes, Dias Toffoli, Cristiano Zanin e o procurador‑geral da República Paulo Gonet para discutir denúncias que apontam para a possível abertura de investigação contra Moraes, em razão de supostos desvios praticados pela Polícia Federal durante investigações relacionadas ao Banco Master.
O s ministros Fux e Mendonça sustentaram que a PF teria transformado documentos e relatórios em instrumentos políticos, citando, como exemplo, os relatórios sobre a conduta de Mendonça que teriam sido encaminhados ao Planalto, gerando, segundo eles, uma crise institucional sem precedentes na relação entre a polícia e o Poder Judiciário.
A Polícia Federal teria elaborado relatórios que, segundo o ministro Luiz Fux, foram usados para desqualificar a decisão judicial e prejudicar a imagem da Corte.
Repercussão jurídica e posicionamento dos envolvidos
O ministro Alexandre de Moraes, alvo das acusações, defendeu sua atuação e afirmou que as investigações sobre o Banco Master seguem os trâmites legais estabelecidos, enquanto o procurador‑geral Paulo Gonet ressaltou que eventuais irregularidades na PF dependerão de apuração formalmente instaurada pelo Ministério Público.
A expectativa é que o plenário decida nos próximos dias se haverá ou não abertura de inquérito contra Moraes, fato que poderá desencadear novos desdobramentos processuais e impactar a dinâmica política‑judiciária no país.



