Durante manifestações agendadas para a próxima segunda-feira, 7 de setembro, na Avenida Paulista, o pastor Silas Malafaia, líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo (ADVEC), reiterou a ameaça de proferir um discurso incisivo contra o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, acusando-o de corrupção e abusos de autoridade.
Contexto das Acusações e Apuração das Denúncias
O líder religioso afirmou ao que o ministro Moraes teria sido 'comprado por R$ 130 milhões' e classificou como 'corrupção declarada' o contrato firmado com a mulher do magistrado, Viviane Barci, destacando que o documento teria sido redigido por Moraes e careceria de capacidade técnica para validar tal valor. A denúncia foi formulada após Malafaia analisar conteúdo obtido após a quebra de sigilo telefônico de Daniel Vorcaro, ex-controlador do extinto Banco Master.
Em entrevista posterior, Malafaia defendeu o ministro André Mendonça ao alegar que este desconhecia o conteúdo do material obtido via interceptação e apenas o repassou ao presidente do STF Edson Fachin, reforçando que não houve denúncia formal contra Moraes. O pastor ainda acusou Moraes de adotar um 'modus operandi' autoritário, mantendo sigilos seletivos para proteger aliados e gerar vazamentos estratégicos à imprensa.
Além da crítica ao contrato com Viviane Barci, Malafaia condenou o inquérito das fake news como 'imoral' e 'ilegal', argumentando que sua condução por Moraes viola o artigo 129 da Constituição Federal ao excluir a participação do Ministério Público e subverter o processo ordinário.
A denúncia formal enviada por Moraes ao presidente Edson Fachin em 3 de setembro aponta indícios robustos de improbidade administrativa, abuso de autoridade e crime de responsabilidade contra o ministro André Mendonça, revelando um desdobramento investigativo que amplia as tensões institucionais no âmbito do Judiciário.
Malafaia afirmou que Alexandre de Moraes foi 'comprado por R$ 130 milhões' e classificou seu contrato com Viviane Barci como 'corrupção declarada'.
Repercussão Institucional e Desdobramentos Jurídicos
A Polícia Federal encaminhou relatório ao presidente do STF contendo indícios claros de conduta irregular por parte do ministro André Mendonça, incluindo atos de improbidade administrativa e abuso de autoridade, conforme consta no documento oficial encaminhado em 3/9. Esse movimento intensificou a crise institucional ao colocar um titular da mais alta corte em posição de investigação por atos conexos à operação das fake news.
O pastor Silas Malafaia exigiu publicamente a imediata retirada de Alexandre de Moraes do STF, alegando que sua conduta atenta contra a República, as instituições democráticas e o livre exercício da opinião pública configura uma ameaça existencial ao regime constitucional.
Especialistas em direito constitucional apontam que a denúncia contra Mendonça representa um marco inédito na história do STF ao envolver um colega na apuração conduzida por outro ministro, sinalizando possíveis rupturas internas no colegiado. Futuramente, pode haver pedido de impedência ou processo disciplinar para avaliação pelo Conselho Nacional de Justiça.



