Na sexta-feira, 4 de novembro, a Assembleia Geral da O rganização das Nações Unidas aprovou por unanimidade de 164 votos contra um e seis abstenções uma resolução histórica que substitui a tradicional Projeção de Mercator pela projeção ' Igual' como modelo cartográfico oficial global, visando corrigir distorções de escala perpetuadas desde o século XVI que distorciam visualmente as proporções reais dos continentes intertropicais, especialmente África e América do Sul.
Contexto Histórico e Fundamentação Científica da Resolução
A aprovação da medida ocorreu após debate intenso no plenário, onde o ministro das Relações Exteriores do Togo, Robert Dussey, destacou que a mudança visa não apenas atualizar uma representação geográfica ultrapassada, mas também promover justiça cognitiva ao combater preconceitos estruturais enraizados na cartografia colonial do século XVI, elaborada por Gerardus Mercator para facilitar a navegação marítima sem considerar as dimensões reais dos territórios.
A resolução, liderada pela Missão do Togo e pela União Africana, fundamenta-se em dados técnicos do relatório 'Equal Earth', desenvolvido com apoio da Universidade de O xford, que comprova a equivalência exata das massas terrestres dos continentes sob o novo modelo, ao contrário da Mercator que exagerava áreas em até 70% nas regiões temperadas.
A resolução da O NU corrige uma distorção cartográfica de 456 anos que subestimava em até 50% a área real da África e América do Sul em relação à representação tradicional de Mercator.
Repercussão Institucional e Implicações para a Representação Global
A decisão da O NU se alinha ao Pacto para o Futuro de 2024, que prevê a revisão de indicadores globais para refletir equidade geográfica e reparar vieses históricos na percepción espacial dos povos.
Instituições educacionais internacionais, plataformas digitais e órgãos como a UNESCO já sinalizam a adoção iminente do ' Igual' em materiais didáticos e mapas interativos, com cronograma de implementação iniciado em janeiro de 2025.



