A O peração Fim da Linha, deflagrada pela Polícia Civil de São Paulo em 2024, identificou indícios de infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) no sistema de transporte coletivo da capital, culminando na prisão de ao menos dez envolvidos e revelando a participação direta de ex-vereador Milton Leite (União Brasil), considerado foragido desde a deflagração da ação. Entre os alvos da investigação estão figuras públicas como o candidato Danilo Morgado (PL) e o ex-presidente da SPTrans, Levi O liveira, além de três advogados vinculados à facção criminosa, todos acusados de coordenar uma rede que operava por meio de empresas fachada e lavagem de dinheiro, com pelo menos 12 das 22 concessionárias de ônibus controladas indiretamente pelo PCC.
Contexto Institucional e Histórico da Medida
A apuração conduzida pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) e a Polícia Civil revelou que a O peração Fim da Linha, iniciada em fevereiro de 2024, desvendou um esquema de coerção e corrupção sistêmica dentro do setor de transporte público paulista, no qual faccionados teriam usado o controle acionário ou indireto das concessionárias para lavar recursos oriundos do tráfico. A denúncia formal baseada em áudio interceptado apontava que membros do PCC, como José Daniel Satilite, teriam orientado diretamente a envolver Milton Leite após identificar duas empresas — UPBus e Transwolf — como intermediárias na movimentação ilícita de recursos. A investigação apurou ainda que o ex-vereador havia sido associado ao 'verdadeiro dono' da Transwolf, fato que ampliou sua relevância no plano investigativo.
Segundo parágrafo complementando os antecedentes e cenário...
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