A votação da PEC 221/2019, que prevê o fim da jornada de trabalho 6×1 no setor público, encontra-se em fase de apreciação no Senado Federal, com a primeira sessão de debate iniciada em 6 de setembro, após aprovação pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), enquanto senadores do Pará, entre eles Jader Barbalho, Beto Faro e Zequinha Marinho, mantêm posições favoráveis à proposta, embora sua participação dependa da conclusão da tramitação ainda em 2026 ou na nova legislatura que começará em 2027 com a posse de Helder Barbalho e Chicão.
Contexto Institucional e Histórico da Tramitação da PEC 221/2019
A Proposta de Emenda à Constituição nº 221/2019, que propõe a substituição da atual escala 6×1 por jornada flexível com limites máximos de oito horas diárias e quatro semanais, iniciou sua análise no Plenário do Senado na semana em curso, após ser aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) em setembro de 2023, com destaque para o voto favorável de Zequinha Marinho, que reconheceu a necessidade de modernização do regime trabalhista, embora tenha manifestado preocupações sobre impactos socioeconômicos decorrentes da alteração.
O debate legislativo sobre a PEC 221/2019 se insere em um cenário de transição política no Pará, onde os atuais senadores Jader Barbalho (MDB), Beto Faro (PT) e Zequinha Marinho (Podemos) — todos com histórico de apoio à proposta — poderão ser substituídos a partir de 2027 por Helder Barbalho (MDB) e Chicão (União Brasil), eleitos em outubro de 2026, o que cria incerteza quanto à composição final da bancada paraense na votação definitiva.
A votação exigirá pelo menos 49 votos favoráveis em cada turno, equivalente a três quintos dos 81 senadores, número que ainda não foi alcançado até o momento.
Repercussão Jurídica e Estratégias Políticas na Definição do Futuro da PEC
A expectativa central para a definição do resultado da PEC 221/2019 reside na data exata da conclusão da tramitação: se o Senado concluir a votação ainda em 2026, os votos atuais dos senadores do Pará — Jader Barbalho, Beto Faro e Zequinha Marinho — serão determinantes; já se a decisão póserguer for postergada para a legislatura que inicia em 2027, Helder Barbalho e Chicão assumirão as cadeiras e poderão reorientar o posicionamento da bancada paraense diante de um novo cenário político.
As implicações jurídicas da proposta incluem a possibilidade de alteração drástica na organização do horário público, com reflexos diretos nos serviços estaduais e federais do Pará, enquanto os próprios senadores envolvidos evitam compromissos explícitos com o voto definitivo, dada a antecipação de mudança na representação estadual após as eleições de 2026.



