Em Nova York, às vésperas da 81ª Assembleia Geral da O NU, o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, manteve encontro bilateral com o chanceler da Ucrânia, Andri Sybiha, ocasião em que este último destacou a ameaça dos ataques russos no Mar Negro à liberdade de navegação e à segurança alimentar global, reforçando a necessidade de restabelecer rotas marítimas seguras e irrestritas para o bem-estar internacional.
Contexto Institucional e Histórico da Medida
A reunião entre os dois chanceleres ocorreu em um momento estratégico, com a agenda do presidente Lula limitada à participação na abertura da Assembleia Geral da O NU, impedindo encontros diretos com o presidente ucraniano Zelensky, embora a interlocução entre os ministérios das Relações Exteriores tenha avançado significativamente nos últimos meses.
A apuração aponta que o diálogo entre São Paulo e Kiev tem se fortalecido como parte da política externa brasileira de engajamento multilateral, especialmente em fóruns como a O NU, onde a Ucrânia tem buscado reforçar seu caso junto à comunidade internacional após os intensos ataques russos no Mar Negro, que ameaçam não apenas a soberania ucraniana, mas também as rotas comerciais globais vitais para a exportação de grãos.
A segurança alimentar global depende da restauração imediata da navegação livre no Mar Negro, segundo alerta do chanceler ucraniano Andri Sybiha.
Repercussão Jurídica e Posicionamentos
O ministro Mauro Vieira reiterou o compromisso do Brasil com o direito internacional ao destacar que 'declarações de Rubio são inaceitáveis e ofensivas', em referência a posições dos EUA que têm pressionado o Brasil a adotar posturas mais alinhadas ao ocidente no conflito ucraniano.
Sybiha agradeceu o papel mediador do Brasil na busca por soluções baseadas na Carta da O NU e no respeito à integridade territorial ucraniana, enquanto Lula deve retornar ao Brasil imediatamente após seu discurso na Assembleia Geral, mantendo o foco em compromissos multilaterais durante a semana em Nova York.



