Em reunião extraordinária realizada em 27 de agosto, o Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou a ampliação do teto do valor financiável e do prazo máximo do programa Move Brasil, que visa financiar veículos para taxistas, motoristas de aplicativo e cooperativas de transporte individual.
Alteração Regulatória e Ampliação dos Parâmetros Financeiros
A decisão do CMN, homologada por unanimidade em sessão técnica de caráter excepcional, elevou o limite máximo do financiamento de R$ 150 mil para R$ 200 mil, mantendo a carência de até seis meses para o pagamento do principal e estendendo o prazo de amortização para 84 meses, contra os antigos 72 meses.
A atualização regulatória, que já previa a ampliação do valor elegível para veículos entre R$ 150 mil e R$ 200 mil, busca refletir a evolução das demandas operacionais do setor de transporte individual, especialmente com o crescimento da demanda por modelos híbridos e elétricos que atendem a padrões mais rigorosos de conforto e eficiência técnica exigidos pelos aplicativos.
A ampliação do teto de financiamento eleva o valor elegível para R$ 200 mil, cobrindo cerca de 88% do mercado de veículos analisado pelo programa Move Brasil.
Repercussão Setorial e Perspectivas Futuras
A medida foi recebida com satisfação pelas entidades representativas dos trabalhadores do transporte individual, como a Associação Nacional dos Transportadores Individuales (ANTI), que destacou a redução da carga financeira sobre os profissionais ao permitir a aquisição de veículos mais adequados às exigências dos aplicativos. Por outro lado, analistas do setor bancário apontam que o aumento do prazo pode gerar maior exposição ao risco no crédito consignado, exigindo monitoramento rigoroso das instituições financeiras participantes.
Especialistas em políticas públicas indicam que a ampliação deve estimular a renovação acelerada da frota brasileira, favorecendo a entrada de modelos mais modernos e sustentáveis no mercado, além de impulsionar investimentos em infraestrutura de recarga para veículos elétricos nas regiões metropolitanas.



