Na sexta-feira (16/10), o ministro da Fazenda, Dario Durigan, anunciou que o governo está avaliando a concessão de linhas de crédito e a implementação de programas de capacitação voltados para pequenos empresários afetados pela promulgação da PEC que substitui a escala 6×1 pela 5×2, com redução da jornada semanal de 44 para 42 e posteriormente para 40 horas. A iniciativa prevê apoio técnico do Sebrae e reforça o compromisso do Executivo em mitigar impactos econômicos decorrentes da alteração do regime trabalhista. Dados oficiais apontam que cerca de 80% da força produtiva brasileira já opera sob o novo modelo, sinalizando um ônus limitado a um grupo restrito de empregadores, que será amparado por políticas públicas específicas.
Contexto Institucional e Antecedentes da Reformulação Trabalhista
A promulgação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que institui a escala 5×2 – cinco dias de trabalho seguidos de dois dias de descanso – foi publicada oficialmente na sexta-feira (16/10), encerrando o regime anterior de seis dias de jornada com um dia de pausa. O texto prevê a redução progressiva da jornada máxima semanal de 44 para 42 e, posteriormente, para 40 horas, mantendo o mínimo constitucional de duas folgas semanais, conforme estabelecido por convenções coletivas. A medida foi celebrada pelo governo como um avanço na proteção dos direitos trabalhistas, ao mesmo tempo em que gera debate sobre suas repercussões econômicas para o setor produtivo.
Nos últimos meses, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, tem destacado estudos internos indicando que a grande maioria das empresas brasileiras já adota regimes semelhantes à 5×2, o que reduz a amplitude do impacto direto da mudança. Diante disso, o Executivo planeja criar mecanismos de crédito direto para micro e pequenas empresas e investir em programas de capacitação técnica, em parceria com o Sebrae, visando elevar a produtividade dos setores mais vulneráveis à transição.
Cerca de 80% da força produtiva brasileira já opera na escala 5×2, segundo estudos governamentais.
Repercussão Setorial e Desafios na Implementação da Nova Jornada
Dario Durigan ressaltou que as linhas de crédito e os programas de capacitação serão coordenados pelo Sebrae, com foco em aumentar a eficiência dos pequenos negócios diante da nova configuração horária. Em entrevista à Band, ele afirmou: "Estamos convocando o Sebrae, vamos trabalhar com vários sistemas de capacitação. O s empresários precisam ter apoio do governo", reforçando a intenção de articular políticas públicas com agentes do setor privado para evitar prejuízos ao empreendedorismo.
Especialistas apontam que a transição exigirá ajustes nos modelos de negócios e na gestão de recursos humanos, especialmente em setores com alta dependência de mão de obra contínua. O governo deve ainda detalhar os critérios para concessão de crédito e os conteúdos dos cursos de capacitação nos próximos meses, sob risco de atrasos que possam gerar incerteza entre os empreendedores beneficiários.



