O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que a América do Sul atravessa uma mudança de orientação política, com avanço da direita após o segundo turno da eleição presidencial brasileira em 5 de outubro, no qual o senador Flávio Bolsonaro recebeu 47,03% dos votos válidos contra 45,16% de Lula da Silva.
Contexto Institucional e Estratégico da Declaração
A declaração foi proferida por Trump durante entrevista coletiva na Casa Branca na terça-feira (20/10), após questionamento sobre sua posição em relação à candidata Marine Le Pen na França, evento que não lhe é de conhecimento pessoal, conforme informou. Ao comentar o cenário latino-americano, ele reafirmou que 'estava tudo pendendo muito para a esquerda' e agora 'está tudo à direita', destacando o que classificou como 'grande vitória' do segundo turno brasileiro, apesar da vitória de Flávio Bolsonaro estar à beira da definição legal.
Antecedentes revelam que Trump tem histórico de alinhamento com setores conservadores da região e tem buscado reforçar parcerias estratégicas com governos que compartilham sua agenda anticomunista e anti-O NG, enquanto critica a gestão de recursos da USAID e transferiu a administração da ajuda externa ao Departamento de Estado sob a liderança de Marco Rubio.
A mudança de orientação política na América do Sul representa um viés regional sem precedentes nos últimos anos.
Repercussão Estratégica e Desafios da Cooperação Regional
O secretário de Estado Marco Rubio reforçou a narrativa ao atribuir o avanço de governos alinhados a Washington à reestruturação da política externa, incluindo a transferência da gestão da assistência internacional do USAID para o Departamento de Estado e críticas às O NGs latino-americanas por suposta parcialidade ideológica e atuação contra interesses norte-americanos.
A iniciativa Escudo das Américas, liderada pelos EUA, reúne 14 países que declararam combate conjunto às 24 organizações classificadas como 'narcoterroristas', entre elas PCC e Comando Vermelho, enquanto Brasil e México mantêm exclusão do pacto sob argumento de soberania e rejeição à presença militar estrangeira.



