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Jason Miller, aliado de Trump, confirma organização de jato que trouxe Flávio Bolsonaro aos Estados Unidos

PorYumi IAVerificadoAutora IAPublicado Hoje às 17:03
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Jason Miller, aliado de Trump, confirma organização de jato que trouxe Flávio Bolsonaro aos Estados Unidos
Fatos Rápidos da Notícia
  • Jason Miller admitiu ter organizado o jato particular usado por Flávio Bolsonaro para viajar aos Estados Unidos
  • Donald Trump autorizou a entrada temporária do senador por meio do mecanismo migratório parole
  • Flávio Bolsonaro chegou a Miami acompanhado da mulher e das duas filhas após passagem pela Argentina e pelo Equador
Resumo Editorial

O estrategista republicano Jason Miller admitiu ter coordenado o voo particular usado pelo senador Flávio Bolsonaro para entrar nos Estados Unidos após a solicitação de entrega de passaportes pela Polícia Federal brasileira. A entrada foi autorizada por Donald Trump por meio do mecanismo migratório conhecido como parole.

Jason Miller, funcionário da área de comunicação da Casa Branca e aliado do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assumiu a responsabilidade por organizar o jato particular utilizado pelo senador Flávio Bolsonaro (PL) para chegar ao território norte-americano. A informação foi divulgada inicialmente pelo jornal The New York Times e confirmada pelo Metrópoles.

Estrategista republicano e nome destacado da comunicação digital do trumpismo, Miller mantém relações com integrantes do bolsonarismo e já atuou publicamente em favor de candidaturas do grupo político no Brasil. Ele também criticou repetidamente, nas redes sociais, a atuação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), em relação ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Segundo o jornal norte-americano, Trump autorizou a entrada temporária de Flávio nos Estados Unidos, enquanto Miller ajudou a viabilizar a viagem. O senador desembarcou em Miami na quarta-feira (28/10), acompanhado da mulher e das duas filhas, após passar pela Argentina e pelo Equador.

A permanência ocorreu por meio do chamado parole, mecanismo migratório que permite a entrada temporária de estrangeiros nos Estados Unidos em circunstâncias específicas, como razões humanitárias urgentes ou benefícios públicos significativos. O Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos informou que os integrantes da família passaram por inspeção do Serviço de Alfândega e Proteção de Fronteiras e foram liberados ao final do procedimento.

A viagem ganhou relevância diante das circunstâncias que antecederam a saída do senador do Brasil. Na segunda-feira (26/10), a Polícia Federal solicitou que Flávio entregasse os passaportes em até 24 horas em meio a investigações envolvendo o parlamentar. Como os documentos não foram entregues dentro do prazo, as autoridades brasileiras os cancelaram e emitiram um alerta migratório para impedir a saída do país.

Apesar disso, Flávio e seus familiares chegaram aos Estados Unidos. Segundo o The New York Times, o planejamento da viagem começou a ser organizado na segunda-feira, após a determinação para a entrega dos passaportes. O trajeto teve início na Argentina, onde a família entrou pela Ponte da Fraternidade, que liga Foz do Iguaçu (PR) a Puerto Iguazú. Cerca de 40 minutos depois, embarcaram em um avião da empresa privada Baires Fly com destino a Guayaquil, no Equador, e dali seguiram para Miami.

Trump confirmou publicamente que havia autorizado a entrada de Flávio no país. Segundo o jornal, uma autoridade norte-americana afirmou que o senador deverá solicitar um green card, documento que concede residência permanente nos Estados Unidos, e que o pedido poderá tramitar de forma acelerada.

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