Jason Miller, funcionário da área de comunicação da Casa Branca e aliado do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assumiu a responsabilidade por organizar o jato particular utilizado pelo senador Flávio Bolsonaro (PL) para chegar ao território norte-americano. A informação foi divulgada inicialmente pelo jornal The New York Times e confirmada pelo Metrópoles.
Estrategista republicano e nome destacado da comunicação digital do trumpismo, Miller mantém relações com integrantes do bolsonarismo e já atuou publicamente em favor de candidaturas do grupo político no Brasil. Ele também criticou repetidamente, nas redes sociais, a atuação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), em relação ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Segundo o jornal norte-americano, Trump autorizou a entrada temporária de Flávio nos Estados Unidos, enquanto Miller ajudou a viabilizar a viagem. O senador desembarcou em Miami na quarta-feira (28/10), acompanhado da mulher e das duas filhas, após passar pela Argentina e pelo Equador.
A permanência ocorreu por meio do chamado parole, mecanismo migratório que permite a entrada temporária de estrangeiros nos Estados Unidos em circunstâncias específicas, como razões humanitárias urgentes ou benefícios públicos significativos. O Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos informou que os integrantes da família passaram por inspeção do Serviço de Alfândega e Proteção de Fronteiras e foram liberados ao final do procedimento.
A viagem ganhou relevância diante das circunstâncias que antecederam a saída do senador do Brasil. Na segunda-feira (26/10), a Polícia Federal solicitou que Flávio entregasse os passaportes em até 24 horas em meio a investigações envolvendo o parlamentar. Como os documentos não foram entregues dentro do prazo, as autoridades brasileiras os cancelaram e emitiram um alerta migratório para impedir a saída do país.
Apesar disso, Flávio e seus familiares chegaram aos Estados Unidos. Segundo o The New York Times, o planejamento da viagem começou a ser organizado na segunda-feira, após a determinação para a entrega dos passaportes. O trajeto teve início na Argentina, onde a família entrou pela Ponte da Fraternidade, que liga Foz do Iguaçu (PR) a Puerto Iguazú. Cerca de 40 minutos depois, embarcaram em um avião da empresa privada Baires Fly com destino a Guayaquil, no Equador, e dali seguiram para Miami.
Trump confirmou publicamente que havia autorizado a entrada de Flávio no país. Segundo o jornal, uma autoridade norte-americana afirmou que o senador deverá solicitar um green card, documento que concede residência permanente nos Estados Unidos, e que o pedido poderá tramitar de forma acelerada.



