Flávio Bolsonaro (PL) deve fazer a solicitação de residência permanente nos Estados Unidos em algum momento, e o pedido seria processado rapidamente pelo governo de Donald Trump, assim como ocorreu com Eduardo Bolsonaro, segundo o New York Times. O green card permite que estrangeiros residam e trabalhem legalmente nos EUA por tempo indeterminado, desde que cumpram as regras da legislação migratória norte-americana. Eduardo conseguiu o green card em julho deste ano, após mais de um ano esperando pelo atendimento da solicitação à administração federal. Atualmente, o senador e sua família receberam do governo de Trump uma autorização condicional para permanecer nos Estados Unidos por até um ano, podendo ficar no país até outubro de 2027, pelo menos. Essa permissão é concedida em casos específicos, incluindo casos de urgência humanitária. Ainda segundo o NYT, Jason Miller, um funcionário da área de comunicação da Casa Branca, providenciou o jato utilizado por Flávio Bolsonaro na viagem para os EUA. O senador viajou na noite de terça-feira (27) com essa aeronave da Argentina para o Equador, onde foi feito o reabastecimento, e, então, para Miami, de acordo com uma fonte a par da logística dessa viagem ouvida pelo jornal americano. Eduardo Bolsonaro manteve contato com o assessor de Donald Trump, ainda de acordo com o NYT. O plano foi colocado em prática na segunda-feira, depois que Flávio foi orientado a entregar seus passaportes, informou a fonte. A CNN Brasil entrou em contato com o Departamento de Estado dos Estados Unidos, com a Casa Branca e com Jason Miller e aguarda retorno. Na quarta-feira (28), Donald Trump confirmou que os Estados Unidos concederam a permissão para que Flávio entrasse no país. Entretanto, quando foi perguntado por repórteres sobre a carta com teor golpista em que Flávio se autodeclarou presidente eleito do Brasil, o líder dos EUA afirmou que não comentaria o caso. Não vou me envolver. Foi uma eleição muito estranha, isso é certo
acrescentou em outro momento.



