Na madrugada de 12 de agosto, quatro indivíduos armados invadiram a residência do curandeiro de 88 anos Santo Piana em Tangará, Santa Catarina, submetendo-o a intensas torturas — amarramento, espancamento e queimadura — com a finalidade de subtrair seu veículo, o que resultou em óbito após 19 dias de internação em unidade de terapia intensiva em Joaçaba (SC), conforme confirmado pelas autoridades policiais e pela família.
Contexto Institucional e Histórico da Investigação
A apuração conduzida pela Polícia Civil de Santa Catarina (PCSC) apurou que os quatro criminosos, todos já conhecidos às autoridades por envolvimento em delitos patrimoniais, agiram com a intenção de roubar o veículo da vítima, um modelo popular usado para transporte informal na região; os depoimentos colhidos junto à sobrinha do falecido, Isadora Piana, e ao relatório preliminar da PCSC indicam que o crime foi planejado e executado com extrema violência contra uma pessoa idosa e vulnerável.
O caso, qualificado legalmente como tentativa de homicídio qualificado e lesão corporal grave com agravante de idade avançada, está sob análise do Ministério Público Estadual para eventual propositura de ação penal mais gravosa, considerando o caráter cruel da prática delitiva e o histórico de impunidade em crimes contra idosos na região.
O curandeiro Santo Piana, referência moral na comunidade por oferecer benzimentos gratuitos durante décadas, morreu após 19 dias de sofrimento causado por queimaduras provocadas durante assalto.
Repercussão Jurídica e Posicionamentos Institucionais
A PCSC confirmou a prisão dos quatro suspeitos menos de 24 horas após o crime, com apreensão do veículo roubado e encaminhamento imediato ao setor de homicídios para exame minucioso das evidências colhidas no local e nas diligências subsequentes.
O Ministério da Justiça e Segurança Pública reforçou a necessidade de medidas rigorosas contra crimes com qualificadora de agravada contra pessoa idosa, citando o aumento de 37% nos casos registrados em Santa Catarina nos últimos dois anos, conforme dados do Sistema de Informações de Segurança Pública (SISP).



