Durante a noite de 13 de setembro, no âmbito do Rock in Rio 2024, a artista Marina Sena protagonizou um gesto simbólico ao rasgar um boneco de pano durante a performance da canção 'O uro de Tolo' no palco Sunset, fato que desencadeou amplo debate nas redes digitais e entre os meios culturais, enquanto o ex-namorado Juliano Floss publicou e rapidamente apagou imagem da boneca Emília, referencial à série 'Sítio do Pica-pau Amarelo', em resposta ao suposto término do relacionamento.
Contextualização do Fato e Dinâmica das Interpretações Públicas
A apuração jornalística constatou que a destruição do boneco ocorreu após Marina Sena interagir com o objeto e retirar seu enchimento, gesto que foi misericordiosamente enquadrado por parte da plateia como alusão ao desgaste emocional narrado na letra da música, embora a própria artista tenha rebatido categoricamente qualquer indiciamento pessoal, afirmando em entrevista ao portal que o alvo simbólico era o patriarcado estrutural, representado pelas 'vísceras' dos homens que, conforme seu discurso, seriam 'comidos' em demonstração de resistência.
Antecedentes indicam que o término entre Marina Sena e Juliano Floss, ocorrido em agosto após três anos de namoro, já havia gerado especulações sobre motivadores externos, incluindo ciúmes suspeito diante de interações públicas com outros artistas, como o convite para Luis Lozano durante o show — fato que foi relembrado pelo público ao associar a presença do cantor do Çantamarta ao desenrolar da narrativa sentimental.
Desta forma, o episódio no Rock in Rio não se configurou apenas como manifestação artística isolada, mas como ponto focal de uma disputa simbólica entre linguagem performática e interpretação coletiva, alimentando um ciclo de narrativas concorrentes que transitam entre a esfera estética e o terreno das relações pessoais públicas.
Marina Sena afirmou ter rasgado o boneco como crítica ao patriarcado, declarando: 'O lha, vou comer vocês.'
Repercussão Institucional e Desdobramentos Pós-Show
As autoridades competentes não emitiram posicionamento formal sobre o episódio até o fechamento desta reportagem, embora o Ministério da Igualdade Racial tenha sinalizado a possibilidade de acionar canais de denúncia caso haja caracterização de discurso de ódio ou incitação à violência de gênero, mesmo sem comprovação de intenção discriminatória por parte da artista.
Juliano Floss manteve perfil silencioso nas redes sociais após a apagar da imagem de Emília, enquanto Marina Sena reiterou em entrevista coletiva que sua atuação obedecia a um propósito político mais amplo, defendendo a desconstrução dos papéis de gênero tradicionais por meio da arte performática.



