Na segunda-feira (31/8), uma mulher foi agredida e chicoteada com fios por duas mulheres no entorno de uma creche localizada no bairro de Campos Lindos, em Cristalina (GO), quando retornava do trabalho, sendo encaminhada à delegacia com o rosto ensanguentado e ferimentos visíveis na região ocular e nas costas, configurando possível lesão corporal feminicida.
Contexto e Desdobramentos da Investigação Policial
De acordo com laudo preliminar da Polícia Civil do Estado de Goiás (PCGO), a vítima foi alvo de ameaças prévias relacionadas ao casamento de uma das agressoras, culminando em um ataque coordenado que incluiu empurrões, socos e aplicações violentas com um fio — material empregado como instrumento de agressão — nas áreas do rosto e das costas, causando hemorragias e lesões que demandaram atendimento emergencial imediato em unidade de saúde local.
O caso, registrado sob a ótica de feminicídio tentado ou lesão corporal de caráter de gênero, mobilizou equipes do Grupo Especial de Investigações Criminais (Geic) da PCGO, com apoio operacional da Guarda Civil Municipal de Cristalina, resultando na prisão das duas suspeitas ainda no mesmo dia, sob flagsrante delito e encaminhamento ao sistema penitenciário, enquanto a vítima segue em acompanhamento médico e psicológico.
A agressora utilizou um fio para aplicar pelo menos oito chicoteadas na face e nas costas da vítima, causando lesões que podem configurar tentativa de feminicídio.
Repercussão Legal e Mobilização da Sociedade
A autoridade policial responsável pelo caso, delegada responsável pela Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) da PCGO, afirmou que as investigações seguem com foco na apuração das motivações de gênero e nas circunstâncias que levaram ao uso de violência extrema contra uma mulher em via pública, destacando que o crime está sob análise para eventual tipificação como feminicídio tentado nos termos do artigo 121 do Código Penal.
O Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO) já determinou a abertura de inquérito civil para apurar responsabilidades civis e eventuais falhas no sistema de proteção à mulher, enquanto a população local manifestou repúdio nas redes sociais e por meio de manifestações espontâneas em frente à Delegacia Regional.



